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As famílias Mello e Espírito Santo na Revolução (1974-1975)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foi intenso o percurso das elites financeiras e empresariais depois da Revolução iniciada em 25 de Abril de 1974. Os grandes grupos beneficiaram de uma enorme cumplicidade com o poder durante o regime autoritário do Estado Novo, o que levou as várias forças do poder revolucionário a colá-los ao lado dos perdedores. Alguns dos membros dessa elite foram presos sem mandado ou acusados de sabotagem económica, outros foram impedidos de viajar para o estrangeiro, outros ainda tiveram as suas contas bancárias congeladas e a maioria perdeu quase todo o património quando as suas empresas foram nacionalizadas a seguir ao 11 de Março de 1975. Esta dissertação pretende analisar o modo como as famílias Mello e Espírito Santo procuraram adaptar-se nos primeiros dois anos do regime democrático, como tentaram preservar as suas posições económicas e financeiras, e como lidaram com a detenção dos seus líderes, a interdição de saída do país, o congelamento de contas bancárias e a posterior partida para o exílio.
Autores principais:Castro, Pedro Jorge Cunha de
Assunto:Monopólios Banca -- Banking Nacionalização -- Nationalization 25 de Abril Mello Espírito Santo PREC - Processo Revolucionário em Curso -- Ongoing Revolutionary Period 11 de março Monopolies April 25th March 11th
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Foi intenso o percurso das elites financeiras e empresariais depois da Revolução iniciada em 25 de Abril de 1974. Os grandes grupos beneficiaram de uma enorme cumplicidade com o poder durante o regime autoritário do Estado Novo, o que levou as várias forças do poder revolucionário a colá-los ao lado dos perdedores. Alguns dos membros dessa elite foram presos sem mandado ou acusados de sabotagem económica, outros foram impedidos de viajar para o estrangeiro, outros ainda tiveram as suas contas bancárias congeladas e a maioria perdeu quase todo o património quando as suas empresas foram nacionalizadas a seguir ao 11 de Março de 1975. Esta dissertação pretende analisar o modo como as famílias Mello e Espírito Santo procuraram adaptar-se nos primeiros dois anos do regime democrático, como tentaram preservar as suas posições económicas e financeiras, e como lidaram com a detenção dos seus líderes, a interdição de saída do país, o congelamento de contas bancárias e a posterior partida para o exílio.