Publicação
O pastoreio na regeneração rural e prevenção de fogos
| Resumo: | O vale do Cabril, tem sofrido diversas tentativas de atravessamento ao longo dos anos, para aproximar as duas margens. Inicialmente através da ponte Romana, em 1610 com a construção da ponte Filipina, depois com a passagem da Estrada Nacional 2 após a construção da barragem do Cabril em 1954, e em 1993 com o Itinerário Complementar 8. Apesar de conectadas de um ponto de vista físico, as duas margens não poderiam ser mais distantes, o que se revela um entrave na gestão de um bem comum – a margem. Abrangida pelo Plano de Ordenamento de Albufeiras, a margem do Cabril é um território protegido, não edificado e que se tornou num espaço florestal abandonado. O ensaio e o projeto, pretendem analisar e transformar, a forma como é atualmente feita a gestão do território e de que maneira esta pode ser um elemento agregador para as comunidades que a habitam. O projeto pretende a criação de um gesto unificador, aplicando o conceito de baldios à margem da albufeira do Cabril, possibilitando um uso deste território dormente. Ao introduzir um rebanho comunitário nos baldios, cria-se uma relação simbiótica, onde a paisagem serve os animais, da mesma forma que estes se tornam agentes ativos na manutenção da mesma e na mitigação dos fogos rurais. Neste contexto, propõe-se uma nova forma de reabilitar a paisagem florestal, substituindo as espécies invasoras por autóctones, de forma a recuperar a biodiversidade deste território e consequentemente, a sua fauna e flora. É desenhado um percurso de transumância ao longo da margem que gera espaços de sombra e água, permitindo o abrigo do rebanho e de outros seres vivos, possibilitando a ligação do humano e não-humano. |
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| Autores principais: | Duarte, Beatriz Madeira |
| Assunto: | Baldio -- Common land Rio Zêzere Água -- Water Meio rural -- Countryside Paisagem -- Landscape Arquitetura para animais Architecture for animals |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | O vale do Cabril, tem sofrido diversas tentativas de atravessamento ao longo dos anos, para aproximar as duas margens. Inicialmente através da ponte Romana, em 1610 com a construção da ponte Filipina, depois com a passagem da Estrada Nacional 2 após a construção da barragem do Cabril em 1954, e em 1993 com o Itinerário Complementar 8. Apesar de conectadas de um ponto de vista físico, as duas margens não poderiam ser mais distantes, o que se revela um entrave na gestão de um bem comum – a margem. Abrangida pelo Plano de Ordenamento de Albufeiras, a margem do Cabril é um território protegido, não edificado e que se tornou num espaço florestal abandonado. O ensaio e o projeto, pretendem analisar e transformar, a forma como é atualmente feita a gestão do território e de que maneira esta pode ser um elemento agregador para as comunidades que a habitam. O projeto pretende a criação de um gesto unificador, aplicando o conceito de baldios à margem da albufeira do Cabril, possibilitando um uso deste território dormente. Ao introduzir um rebanho comunitário nos baldios, cria-se uma relação simbiótica, onde a paisagem serve os animais, da mesma forma que estes se tornam agentes ativos na manutenção da mesma e na mitigação dos fogos rurais. Neste contexto, propõe-se uma nova forma de reabilitar a paisagem florestal, substituindo as espécies invasoras por autóctones, de forma a recuperar a biodiversidade deste território e consequentemente, a sua fauna e flora. É desenhado um percurso de transumância ao longo da margem que gera espaços de sombra e água, permitindo o abrigo do rebanho e de outros seres vivos, possibilitando a ligação do humano e não-humano. |
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