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Contribuição do trabalho colaborativo entre docentes de educação especial/ensino regular para a inclusão de alunos com perturbação do espectro autista

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Resumo:O presente estudo pretende contribuir para a reflexão acerca das perceções que docentes de Ensino Regular e de Educação Especial exprimem no âmbito do seu trabalho colaborativo, quando se procura materializar a inclusão escolar de alunos com Perturbação do Espectro Autista. Neste contexto, procura encontrar, nas suas práticas, indicadores que as permitam descrever no âmbito do trabalho colaborativo, e de que forma estas se materializam durante a prática pedagógica, assim como referir os constrangimentos e potencialidades que encontram na materialização destas práticas. A metodologia de investigação centra-se num estudo de caso, de natureza qualitativa, procurando estudar em maior profundidade as perceções dos participantes no estudo, em que seis docentes (três do Ensino Regular e três de Educação Especial) constituem a amostra por conveniência que está na sua base. Uma característica comum, no âmbito da sua atividade profissional, consiste em desenvolverem a sua atividade profissional com alunos que são detentores de Perturbação do Espectro Autista. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semidiretivas e de observação, com o objetivo de descrevermos as modalidades de trabalho colaborativo entre estes docentes, e de que forma estas contribuem para a inclusão de alunos com Perturbação do Espectro Autista em ambientes escolares. Entre as suas conclusões, podem salientar-se as diferentes visões que docentes de Ensino Regular e de Educação Especial manifestam acerca do processo de inclusão daqueles alunos, situando-se os primeiros mais incisivamente numa ótica de integração escolar, enquanto que os segundos apresentam discursos mais próximos de referenciais de educação inclusiva. Foi possível também constatar que as práticas de integração divergem e são percecionadas de forma diferente entre os docentes do Ensino Regular de acordo com o foco que consideram relevante (aluno ou prática docente) e entre os de Educação Especial de acordo com o nível de influência que exercem nas atividades dos alunos (mais proactiva ou mais passiva).
Autores principais:Morgado, Sandra Cristina Constantino
Assunto:Perturbação do Espectro Autista Inclusão Educação Inclusiva Educação Especial Ensino Regular Trabalho colaborativo Autism Spectrum Disorder Inclusion Inclusive Education Special Education Regular Education Collaborative work
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Superior de Educação e Ciências
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Educação e Ciências
Descrição
Resumo:O presente estudo pretende contribuir para a reflexão acerca das perceções que docentes de Ensino Regular e de Educação Especial exprimem no âmbito do seu trabalho colaborativo, quando se procura materializar a inclusão escolar de alunos com Perturbação do Espectro Autista. Neste contexto, procura encontrar, nas suas práticas, indicadores que as permitam descrever no âmbito do trabalho colaborativo, e de que forma estas se materializam durante a prática pedagógica, assim como referir os constrangimentos e potencialidades que encontram na materialização destas práticas. A metodologia de investigação centra-se num estudo de caso, de natureza qualitativa, procurando estudar em maior profundidade as perceções dos participantes no estudo, em que seis docentes (três do Ensino Regular e três de Educação Especial) constituem a amostra por conveniência que está na sua base. Uma característica comum, no âmbito da sua atividade profissional, consiste em desenvolverem a sua atividade profissional com alunos que são detentores de Perturbação do Espectro Autista. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semidiretivas e de observação, com o objetivo de descrevermos as modalidades de trabalho colaborativo entre estes docentes, e de que forma estas contribuem para a inclusão de alunos com Perturbação do Espectro Autista em ambientes escolares. Entre as suas conclusões, podem salientar-se as diferentes visões que docentes de Ensino Regular e de Educação Especial manifestam acerca do processo de inclusão daqueles alunos, situando-se os primeiros mais incisivamente numa ótica de integração escolar, enquanto que os segundos apresentam discursos mais próximos de referenciais de educação inclusiva. Foi possível também constatar que as práticas de integração divergem e são percecionadas de forma diferente entre os docentes do Ensino Regular de acordo com o foco que consideram relevante (aluno ou prática docente) e entre os de Educação Especial de acordo com o nível de influência que exercem nas atividades dos alunos (mais proactiva ou mais passiva).