Publicação
Planeamento Civil de Emergência. Abordagem integrada
| Resumo: | O Planeamento Civil de Emergência (PCE) teve a sua origem na I Guerra Mundial numa perspetiva de Civil Defence, e visava a proteção de civis dos intensos ataques aéreos, com destaque para as ações relacionadas com a proteção em abrigos e com o apoio sanitário. Desde o fim da guerra fria, a proteção civil nasce como uma forma de apoio à população civil devido ao fim da ameaça militar e ao aumento dos desastres tecnológicos e naturais, tais como sismos, inundações e incêndios florestais. Tem por isso evoluído, passando, nos últimos tempos, a ser vista como uma tarefa importante em situações de guerra ou de crise, e a estar orientada, essencialmente, para a resolução de disrupções de ordem social, ou de catástrofes decorrentes de desastres naturais ou tecnológicos, situações que, por ocorrerem de forma inusitada, resultam em cenários com consequências imprevisíveis. No âmbito deste trabalho levantou-se a seguinte questão central “Qual o modelo organizacional a desenvolver para o Planeamento Civil de Emergência?”. Pretende-se determinar o modelo que, através de um planeamento integrado, melhor permita uma interação permanente entre todas as entidades que potencialmente possam estar relacionadas com o PCE, bem como contribuir para uma sociedade mais resiliente em situações de crise ou de guerra. A metodologia adotada passa, numa primeira parte, pela clarificação do estado da arte na temática em estudo e, numa segunda parte, pela realização de entrevistas a uma amostra de entidades representativas de diversas áreas da sociedade. Os resultados obtidos confirmam a necessidade da existência do PCE como mecanismo de planeamento, preparado para articular recursos que sejam complementares às entidades primárias de resposta. Os resultados obtidos apontam também para a necessidade de criar uma estrutura de planeamento da situação e de acompanhamento da intervenção, de caráter multidisciplinar, ao nível do Gabinete do Primeiro-Ministro, se possível co-localizada com o gabinete. |
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| Autores principais: | Ferreira, Pedro Manuel dos Santos |
| Assunto: | Planeamento Emergência Integrado Complementaridade Catástrofe Crise Guerra Planning Emergency Integrated Complementarity Catastrophe Crisis War |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Superior de Educação e Ciências |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Superior de Educação e Ciências |
| Resumo: | O Planeamento Civil de Emergência (PCE) teve a sua origem na I Guerra Mundial numa perspetiva de Civil Defence, e visava a proteção de civis dos intensos ataques aéreos, com destaque para as ações relacionadas com a proteção em abrigos e com o apoio sanitário. Desde o fim da guerra fria, a proteção civil nasce como uma forma de apoio à população civil devido ao fim da ameaça militar e ao aumento dos desastres tecnológicos e naturais, tais como sismos, inundações e incêndios florestais. Tem por isso evoluído, passando, nos últimos tempos, a ser vista como uma tarefa importante em situações de guerra ou de crise, e a estar orientada, essencialmente, para a resolução de disrupções de ordem social, ou de catástrofes decorrentes de desastres naturais ou tecnológicos, situações que, por ocorrerem de forma inusitada, resultam em cenários com consequências imprevisíveis. No âmbito deste trabalho levantou-se a seguinte questão central “Qual o modelo organizacional a desenvolver para o Planeamento Civil de Emergência?”. Pretende-se determinar o modelo que, através de um planeamento integrado, melhor permita uma interação permanente entre todas as entidades que potencialmente possam estar relacionadas com o PCE, bem como contribuir para uma sociedade mais resiliente em situações de crise ou de guerra. A metodologia adotada passa, numa primeira parte, pela clarificação do estado da arte na temática em estudo e, numa segunda parte, pela realização de entrevistas a uma amostra de entidades representativas de diversas áreas da sociedade. Os resultados obtidos confirmam a necessidade da existência do PCE como mecanismo de planeamento, preparado para articular recursos que sejam complementares às entidades primárias de resposta. Os resultados obtidos apontam também para a necessidade de criar uma estrutura de planeamento da situação e de acompanhamento da intervenção, de caráter multidisciplinar, ao nível do Gabinete do Primeiro-Ministro, se possível co-localizada com o gabinete. |
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