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Diversidade Cultural no 1º Ciclo: Estratégias de Integração numa Escola TEIP

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo pretende compreender e analisar as práticas e estratégias adotadas por docentes, que sem formação na área da interculturalidade, integram os seus alunos estrangeiros e/ou provenientes de culturas minoritárias no 1.º ciclo básico e no currículo português. Assim, através de um paradigma interpretativo e estudo de caso, retrata-se a realidade de duas participantes que lecionam numa escola incluída no programa de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP). A recolha de dados foi realizada através de uma entrevista de grupo entre duas docentes com tempo de serviço e formação inicial distintas. O tratamento de dados realizou-se, em grande parte, através de uma análise temática, originando três grandes temas. Os resultados obtidos demonstram que a formação para a interculturalidade fornece um alicerce para integração de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas. O bullying, o abandono escolar, a falta de apoios monetários e humanos das escolas, dos agrupamentos e até do Ministério da Educação, são fatores que comprometem o trabalho dos docentes e dificultam a integração desses alunos. Por outro lado, o professor de Português Língua Não Materna (PLNM), as escolas multiculturais, o foco na aprendizagem do português e do inglês são facilitadores desse processo. Torna-se assim imperativo incluir a formação para a interculturalidade no plano de estudos das licenciaturas em Ensino Básico e dos mestrados em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico assim como promover formações contínuas para docentes com muitos anos de serviço.
Autores principais:Pereira, Raquel
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Instituto Superior de Educação e Ciências
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Educação e Ciências
Descrição
Resumo:O presente estudo pretende compreender e analisar as práticas e estratégias adotadas por docentes, que sem formação na área da interculturalidade, integram os seus alunos estrangeiros e/ou provenientes de culturas minoritárias no 1.º ciclo básico e no currículo português. Assim, através de um paradigma interpretativo e estudo de caso, retrata-se a realidade de duas participantes que lecionam numa escola incluída no programa de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP). A recolha de dados foi realizada através de uma entrevista de grupo entre duas docentes com tempo de serviço e formação inicial distintas. O tratamento de dados realizou-se, em grande parte, através de uma análise temática, originando três grandes temas. Os resultados obtidos demonstram que a formação para a interculturalidade fornece um alicerce para integração de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas. O bullying, o abandono escolar, a falta de apoios monetários e humanos das escolas, dos agrupamentos e até do Ministério da Educação, são fatores que comprometem o trabalho dos docentes e dificultam a integração desses alunos. Por outro lado, o professor de Português Língua Não Materna (PLNM), as escolas multiculturais, o foco na aprendizagem do português e do inglês são facilitadores desse processo. Torna-se assim imperativo incluir a formação para a interculturalidade no plano de estudos das licenciaturas em Ensino Básico e dos mestrados em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico assim como promover formações contínuas para docentes com muitos anos de serviço.