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A Vespa velutina: um assunto de Proteção Civil?

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Resumo:A Vespa velutina nigrithorax é uma espécie exótica invasora oriunda do sudeste asiático, que terá sido acidentalmente introduzida na Europa algures na primeira década deste século, chegando à região norte de Portugal no início da segunda década. Desde então tem vindo a expandir-se para sul, deixando um rasto de destruição em particular nas colónias de abelhas melíferas. O ser humano tem também vindo a ser alvo direto desta espécie, embora não seja considerada pela comunidade científica mais perigosa que outras espécies de vespas como a Vespa crabro. Contudo, pela sua agressividade exacerbada, tamanho de ferrão e quantidade de veneno injetada pela picada, tem vindo a revelar-se fatal para algumas pessoas, causando morte por anafilaxia. As autoridades florestais, designadamente o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), têm acompanhado este percurso migratório e têm vindo a delegar o combate à espécie nos gabinetes técnicos florestais e nos serviços municipais de proteção civil em cada um dos concelhos do país. Outras Entidades como a Direção Geral da Agricultura e Veterinária (DGAV) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), têm acompanhado e dado o seu contributo, quer na sensibilização das populações afetadas, quer no enriquecimento do conhecimento da espécie. Questionados os interlocutores municipais por todo o país quanto à contenção do problema, a grande maioria apresenta sérias dúvidas que a espécie deixe de ser uma ameaça no futuro próximo. Urge, pois, repensar as medidas de combate e todas as contribuições neste sentido são importantes. É finalidade deste trabalho dar um modesto contributo nesse sentido, compilando o conhecimento científico de referência, auscultando as Entidades diretamente envolvidas no assunto e, tanto quanto possível, procurando deixar algumas conclusões e sugestões que possam convidar a futuros novos contributos na matéria, a saber e entre outros, a eventual criação de uma task-force dirigida, a uniformização dos métodos de combate à espécie, a criação de ações de formação modulares ajustáveis aos diversos públicos-alvo de referência, a introdução da figura de um elo de ligação entre as Entidades oficiais adstritas à CVV e os diversos atores no terreno, etc.
Autores principais:Galvão, José
Assunto:Vespa velutina, Vespa asiática, Espécie Exótica Invasora, Proteção Civil, Ninhos, Risco ambiental, Saúde pública Vespa velutina, Vespa asiática, Invasive Alien Species, Civil Protection, Nests, Environmental risk, Public health
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Superior de Educação e Ciências
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Educação e Ciências
Descrição
Resumo:A Vespa velutina nigrithorax é uma espécie exótica invasora oriunda do sudeste asiático, que terá sido acidentalmente introduzida na Europa algures na primeira década deste século, chegando à região norte de Portugal no início da segunda década. Desde então tem vindo a expandir-se para sul, deixando um rasto de destruição em particular nas colónias de abelhas melíferas. O ser humano tem também vindo a ser alvo direto desta espécie, embora não seja considerada pela comunidade científica mais perigosa que outras espécies de vespas como a Vespa crabro. Contudo, pela sua agressividade exacerbada, tamanho de ferrão e quantidade de veneno injetada pela picada, tem vindo a revelar-se fatal para algumas pessoas, causando morte por anafilaxia. As autoridades florestais, designadamente o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), têm acompanhado este percurso migratório e têm vindo a delegar o combate à espécie nos gabinetes técnicos florestais e nos serviços municipais de proteção civil em cada um dos concelhos do país. Outras Entidades como a Direção Geral da Agricultura e Veterinária (DGAV) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), têm acompanhado e dado o seu contributo, quer na sensibilização das populações afetadas, quer no enriquecimento do conhecimento da espécie. Questionados os interlocutores municipais por todo o país quanto à contenção do problema, a grande maioria apresenta sérias dúvidas que a espécie deixe de ser uma ameaça no futuro próximo. Urge, pois, repensar as medidas de combate e todas as contribuições neste sentido são importantes. É finalidade deste trabalho dar um modesto contributo nesse sentido, compilando o conhecimento científico de referência, auscultando as Entidades diretamente envolvidas no assunto e, tanto quanto possível, procurando deixar algumas conclusões e sugestões que possam convidar a futuros novos contributos na matéria, a saber e entre outros, a eventual criação de uma task-force dirigida, a uniformização dos métodos de combate à espécie, a criação de ações de formação modulares ajustáveis aos diversos públicos-alvo de referência, a introdução da figura de um elo de ligação entre as Entidades oficiais adstritas à CVV e os diversos atores no terreno, etc.