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EDUCAÇÃO FORA DE PORTAS O contacto com o ambiente exterior e a natureza em contexto da educação pré-escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No âmbito do Mestrado de Qualificação para a Docência em Educação Pré-Escolar surge o presente estudo, tendo como principal diretriz a educação no exterior e o contacto com a natureza. Em Portugal, a crescente reflexão para a mudança na educação pré-escolar, a nível do uso de diversos espaços além da sala, na prática dos educadores de infância, destaca-se com o avançar do tempo. Contudo, atualmente verifica-se pouca frequência no uso e integração de experiências no ambiente exterior e na natureza enquanto meio de aprendizagem e desenvolvimento (Bento, 2015; Hanscom, 2018). De modo a aprofundar e compreender os fatores que condicionam o investimento na educação no exterior e na natureza, por parte dos educadores de infância, definiram-se os seguintes objetivos: conhecer as representações dos educadores de infância sobre a educação fora de portas; conhecer as práticas pedagógicas dos educadores de infância, no que respeita à utilização do ambiente exterior; identificar os obstáculos e fatores condicionantes ao desenvolvimento de uma abordagem à educação fora de portas; compreender as perceções dos educadores de infância sobre o risco que gera oportunidade de aprendizagem e desenvolvimento, no exterior e na natureza. Para concretizar os objetivos definidos, adotámos uma abordagem geral qualitativa, apoiada num esquema interpretativo. A recolha de dados foi realizada por meio de entrevistas semidiretivas a seis educadoras de infância, onde procedemos ao tratamento através da análise de conteúdo das informações obtidas. Os resultados evidenciam o reconhecimento da importância do uso do ambiente exterior e natural para o desenvolvimento infantil, por parte dos educadores de infância, sendo que as práticas pedagógicas carecem de momentos e experiências em contexto exterior e na natureza. Por conseguinte, este estudo visa contribuir para o destaque da importância do trabalho constante, da divulgação e formação dos profissionais da educação de infância e restante comunidade, de modo a quebrar convicções, dificuldades e obstáculos a uma abordagem à educação fora de portas.
Autores principais:Lopes, Mariana
Assunto:educação pré-escolar, educação fora de portas, aprendizagem ao ar livre, desenvolvimento infantil, natureza pre-school education, outdoor education, outdoor learning, child development, nature.
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Superior de Educação e Ciências
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Educação e Ciências
Descrição
Resumo:No âmbito do Mestrado de Qualificação para a Docência em Educação Pré-Escolar surge o presente estudo, tendo como principal diretriz a educação no exterior e o contacto com a natureza. Em Portugal, a crescente reflexão para a mudança na educação pré-escolar, a nível do uso de diversos espaços além da sala, na prática dos educadores de infância, destaca-se com o avançar do tempo. Contudo, atualmente verifica-se pouca frequência no uso e integração de experiências no ambiente exterior e na natureza enquanto meio de aprendizagem e desenvolvimento (Bento, 2015; Hanscom, 2018). De modo a aprofundar e compreender os fatores que condicionam o investimento na educação no exterior e na natureza, por parte dos educadores de infância, definiram-se os seguintes objetivos: conhecer as representações dos educadores de infância sobre a educação fora de portas; conhecer as práticas pedagógicas dos educadores de infância, no que respeita à utilização do ambiente exterior; identificar os obstáculos e fatores condicionantes ao desenvolvimento de uma abordagem à educação fora de portas; compreender as perceções dos educadores de infância sobre o risco que gera oportunidade de aprendizagem e desenvolvimento, no exterior e na natureza. Para concretizar os objetivos definidos, adotámos uma abordagem geral qualitativa, apoiada num esquema interpretativo. A recolha de dados foi realizada por meio de entrevistas semidiretivas a seis educadoras de infância, onde procedemos ao tratamento através da análise de conteúdo das informações obtidas. Os resultados evidenciam o reconhecimento da importância do uso do ambiente exterior e natural para o desenvolvimento infantil, por parte dos educadores de infância, sendo que as práticas pedagógicas carecem de momentos e experiências em contexto exterior e na natureza. Por conseguinte, este estudo visa contribuir para o destaque da importância do trabalho constante, da divulgação e formação dos profissionais da educação de infância e restante comunidade, de modo a quebrar convicções, dificuldades e obstáculos a uma abordagem à educação fora de portas.