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PROJETO PARA CONSTITUIÇÃO DE UM CORPO DE ENFERMEIROS PARASITUAÇÕES DE EXCEÇÃO NA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Eventos adversos de grande magnitude, como são as catástrofes naturais, têm demonstrado que ninguém, nem nenhum país está imune a tais acontecimentos. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas morreram nos últimos 11 anos na sequência de catástrofes naturais, sen-do o número de danos pessoais e materiais difícil de quantificar com exatidão. Acontecimentos recentes na Região Autónoma dos Açores, nomeadamente no que se refere aos danos provocados pelo mau tempo na ilha de São Miguel, no concelho do Nordeste, tal como no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, bem como o acidente de viação na ilha do Corvo, demonstraram de forma concreta as particularidades da insularidade e especifi-cidade da Região Autónoma dos Açores. É essencial ter também presente os acontecimentos sismológicos que marcaram de forma indelével toda a Região. Como tal, situações de exceção pedem uma resposta rápida, com intervenções devidamente habilitadas e estruturadas, onde se configura a acessibilidade a cuidados de Enfermagem gerais e especializados. O International Council of Nurses assume desde 2001 como relevante o papel dos enfermeiros no contexto de catástrofe com a publicação de um Position Statement sobre o tema, que foi atualizado em 2006, onde se incentiva as organizações profissionais de cada país a desenvol-verem esforços no sentido da participação dos enfermeiros em todas a fases do ciclo da catás-trofe ou seja, na prevenção/mitigação, na preparação da resposta, na resposta e na reabilita-ção/recuperação. Tal como inscrito nos deveres deontológicos dos enfermeiros, estes devem ser solidários com a comunidade, em particular nos casos de crise ou catástrofe, atuando sempre de acordo com a sua área de competência, participando na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detetados e colaborando com outros profissionais. Neste sentido está aberto o caminho para se constituir um Corpo de Enfermeiros para Situa-ções de Exceção (CESE) que possa intervir em complementaridade com as restantes equipas de socorro, quer a nível Regional, Nacional ou mesmo Internacional.
Autores principais:Almeida, Armando Leal
Assunto:Acidente Grave Catástrofe Emergência Enfermagem Nursing Catastrophe Emergency Major Incident
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Superior de Educação e Ciências
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Educação e Ciências
Descrição
Resumo:Eventos adversos de grande magnitude, como são as catástrofes naturais, têm demonstrado que ninguém, nem nenhum país está imune a tais acontecimentos. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas morreram nos últimos 11 anos na sequência de catástrofes naturais, sen-do o número de danos pessoais e materiais difícil de quantificar com exatidão. Acontecimentos recentes na Região Autónoma dos Açores, nomeadamente no que se refere aos danos provocados pelo mau tempo na ilha de São Miguel, no concelho do Nordeste, tal como no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, bem como o acidente de viação na ilha do Corvo, demonstraram de forma concreta as particularidades da insularidade e especifi-cidade da Região Autónoma dos Açores. É essencial ter também presente os acontecimentos sismológicos que marcaram de forma indelével toda a Região. Como tal, situações de exceção pedem uma resposta rápida, com intervenções devidamente habilitadas e estruturadas, onde se configura a acessibilidade a cuidados de Enfermagem gerais e especializados. O International Council of Nurses assume desde 2001 como relevante o papel dos enfermeiros no contexto de catástrofe com a publicação de um Position Statement sobre o tema, que foi atualizado em 2006, onde se incentiva as organizações profissionais de cada país a desenvol-verem esforços no sentido da participação dos enfermeiros em todas a fases do ciclo da catás-trofe ou seja, na prevenção/mitigação, na preparação da resposta, na resposta e na reabilita-ção/recuperação. Tal como inscrito nos deveres deontológicos dos enfermeiros, estes devem ser solidários com a comunidade, em particular nos casos de crise ou catástrofe, atuando sempre de acordo com a sua área de competência, participando na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detetados e colaborando com outros profissionais. Neste sentido está aberto o caminho para se constituir um Corpo de Enfermeiros para Situa-ções de Exceção (CESE) que possa intervir em complementaridade com as restantes equipas de socorro, quer a nível Regional, Nacional ou mesmo Internacional.