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A gestão de conflitos na formação pessoal e social em jardim-de-Infância

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É objetivo deste relatório analisar, fundamentar e refletir, criticamente, acerca do trabalho realizado durante a Prática de Ensino Supervisionada (PES) desenvolvida no contexto de Jardim-de-Infância, com crianças dos três aos seis anos. Este relatório aborda a temática da gestão de conflitos por parte do educador e o seu papel no desenvolvimento pessoal e social da criança e do grupo. Do processo de intervenção surgiu o tema de investigação, a partir das observações das interações entre crianças e entre adultos e crianças, bem como das estratégias de resolução de conflitos utilizadas pela educadora cooperante e pelas crianças. Desta forma, pude identificar as necessidades e os interesses das crianças com o objetivo de planificar e implementar atividades adequadas e que, de alguma forma, pudessem diminuir a ocorrência de conflitos e melhorar a convivência entre as crianças no grupo. A revisão de literatura centra-se sobretudo na dicotomia educação participante versus educação transmissiva considerando autores como Folque, Niza, Katz e Jares, entre outros. As opções metodológicas pautam-se pela perspetiva qualitativa, utilizando a observação não participante e participante, complementada pelo questionário realizado à educadora cooperante e por um conjunto de categorias que classificam a intervenção face ao conflito e à formação pessoal e social da criança. A prática desenvolvida no terreno permitiu, juntamente com a fundamentação teórica, a análise a partir das categorias utilizadas. Considerando os contextos transmissivos em educação pré-escolar, conclui-se, pelo desenvolvimento pedagógico das práticas participativas, o interesse e a motivação das crianças em participar nas atividades e projetos realizados e compartilhados por estas. A ocorrência de conflitos tenderá então a ser vista como uma parte integrante do processo de desenvolvimento da criança, tornando-a responsável pelo mesmo.
Autores principais:Cardeira, Inês Isabel de Oliveira
Assunto:Gestão de conflitos Formação pessoal e social Relação entre pares Intervenção pedagógica Educação pré-escolar.p Conflict management Personal and social training Relationship between peers
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:É objetivo deste relatório analisar, fundamentar e refletir, criticamente, acerca do trabalho realizado durante a Prática de Ensino Supervisionada (PES) desenvolvida no contexto de Jardim-de-Infância, com crianças dos três aos seis anos. Este relatório aborda a temática da gestão de conflitos por parte do educador e o seu papel no desenvolvimento pessoal e social da criança e do grupo. Do processo de intervenção surgiu o tema de investigação, a partir das observações das interações entre crianças e entre adultos e crianças, bem como das estratégias de resolução de conflitos utilizadas pela educadora cooperante e pelas crianças. Desta forma, pude identificar as necessidades e os interesses das crianças com o objetivo de planificar e implementar atividades adequadas e que, de alguma forma, pudessem diminuir a ocorrência de conflitos e melhorar a convivência entre as crianças no grupo. A revisão de literatura centra-se sobretudo na dicotomia educação participante versus educação transmissiva considerando autores como Folque, Niza, Katz e Jares, entre outros. As opções metodológicas pautam-se pela perspetiva qualitativa, utilizando a observação não participante e participante, complementada pelo questionário realizado à educadora cooperante e por um conjunto de categorias que classificam a intervenção face ao conflito e à formação pessoal e social da criança. A prática desenvolvida no terreno permitiu, juntamente com a fundamentação teórica, a análise a partir das categorias utilizadas. Considerando os contextos transmissivos em educação pré-escolar, conclui-se, pelo desenvolvimento pedagógico das práticas participativas, o interesse e a motivação das crianças em participar nas atividades e projetos realizados e compartilhados por estas. A ocorrência de conflitos tenderá então a ser vista como uma parte integrante do processo de desenvolvimento da criança, tornando-a responsável pelo mesmo.