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O papel da familiaridade no efeito de verdade em indivíduos deprimidos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objectivo assentava na comparação da população deprimida com a não deprimida, bem como na compreensão do papel da familiaridade no Efeito de Verdade nos deprimidos. Indivíduos avaliaram em termos de valor de verdade dois tipos de frase, Normal e Depressiva, repartindo-se em duas condições de frase, Nova e Repetida. Os indivíduos foram ainda divididos em duas categorias distintas – indivíduos Deprimidos e Não Deprimidos – consoante resultados no Inventário da Depressão de Beck. Concluiu-se que o Efeito de Verdade é significativo para toda a população, havendo maior valor de verdade atribuído a frases depressivas, em comparação com as normais. As amostras deprimida e não deprimida foram comparadas e os resultados atingiram significância, mas encontrou-se um valor marginal apontando para uma tendência de maior Efeito de Verdade para a amostra não deprimida, como esperado. A hipótese principal não é corroborada, apesar de existir um padrão, na amostra deprimida, para um maior Efeito de Verdade em frases depressivas, em comparação com as normais. Os resultados são discutidos e apresentam-se propostas de estudos futuros e suas implicações para a compreensão dos processos cognitivos na depressão e para adaptação de terapêuticas à condição.
Autores principais:Nogueira, Margarida Jordão Paula
Assunto:Efeito de verdade Familiaridade Depressão Truth-effect Familiarity Depression
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O objectivo assentava na comparação da população deprimida com a não deprimida, bem como na compreensão do papel da familiaridade no Efeito de Verdade nos deprimidos. Indivíduos avaliaram em termos de valor de verdade dois tipos de frase, Normal e Depressiva, repartindo-se em duas condições de frase, Nova e Repetida. Os indivíduos foram ainda divididos em duas categorias distintas – indivíduos Deprimidos e Não Deprimidos – consoante resultados no Inventário da Depressão de Beck. Concluiu-se que o Efeito de Verdade é significativo para toda a população, havendo maior valor de verdade atribuído a frases depressivas, em comparação com as normais. As amostras deprimida e não deprimida foram comparadas e os resultados atingiram significância, mas encontrou-se um valor marginal apontando para uma tendência de maior Efeito de Verdade para a amostra não deprimida, como esperado. A hipótese principal não é corroborada, apesar de existir um padrão, na amostra deprimida, para um maior Efeito de Verdade em frases depressivas, em comparação com as normais. Os resultados são discutidos e apresentam-se propostas de estudos futuros e suas implicações para a compreensão dos processos cognitivos na depressão e para adaptação de terapêuticas à condição.