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E o que eu sinto? O impacto da imigração na manifestação de sintomatologia ansiosa nas crianças dos 9 aos 12 anos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os aspetos psicológicos da imigração e o impacto do deslocamento e contacto com uma nova cultura, nas crianças, só recentemente tiveram o devido enfoque. Tem sido bastante discutido o facto da imigração entre as nações, ser necessariamente atendida pela presença de riscos psicológicos relativamente graves para as crianças (Aronowitz, 2009). Contudo, os estudos em Portugal que tenham em consideração esta temática ainda são poucos. A presente investigação tem por objetivo estudar o impacto psicológico da imigração na manifestação de sintomatologia ansiosa nas crianças. É um estudo comparativo e correlacional com uma amostra de 60 crianças entre os 9 e os 12 anos de idade em que 30 são portuguesas e 30 são imigrantes. O protocolo de investigação inclui: dois Questionários Sociodemográficos, um para os pais portugueses e outro para os pais imigrantes, e a versão portuguesa do State-Trait Anxiety Inventory for Children (STAIC) traduzido e adaptado por Ponciano e Matias (Matias, 2004). Os resultados revelaram maiores níveis de ansiedade na população imigrante em comparação com a portuguesa e a existência de uma correlação significativa em função do género, da proveniência e da empregabilidade dos pais. Os resultados deste estudo salientam a importância de um apoio psicológico preventivo para os impactos psicológicos durante o processo de adaptação das crianças imigrantes, como forma de minimizar e prevenir possíveis perturbações.
Autores principais:Miguel, Filipa Monteverde Valério da Silva
Assunto:Sintomatologia ansiosa Imigração Crianças Anxiety symptoms Immigration Children
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Os aspetos psicológicos da imigração e o impacto do deslocamento e contacto com uma nova cultura, nas crianças, só recentemente tiveram o devido enfoque. Tem sido bastante discutido o facto da imigração entre as nações, ser necessariamente atendida pela presença de riscos psicológicos relativamente graves para as crianças (Aronowitz, 2009). Contudo, os estudos em Portugal que tenham em consideração esta temática ainda são poucos. A presente investigação tem por objetivo estudar o impacto psicológico da imigração na manifestação de sintomatologia ansiosa nas crianças. É um estudo comparativo e correlacional com uma amostra de 60 crianças entre os 9 e os 12 anos de idade em que 30 são portuguesas e 30 são imigrantes. O protocolo de investigação inclui: dois Questionários Sociodemográficos, um para os pais portugueses e outro para os pais imigrantes, e a versão portuguesa do State-Trait Anxiety Inventory for Children (STAIC) traduzido e adaptado por Ponciano e Matias (Matias, 2004). Os resultados revelaram maiores níveis de ansiedade na população imigrante em comparação com a portuguesa e a existência de uma correlação significativa em função do género, da proveniência e da empregabilidade dos pais. Os resultados deste estudo salientam a importância de um apoio psicológico preventivo para os impactos psicológicos durante o processo de adaptação das crianças imigrantes, como forma de minimizar e prevenir possíveis perturbações.