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"A história que me contam e a que eu interpreto?": Um estudo sobre a construção e expressão da identidade"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura sugere que a identidade se forma a partir de múltiplos aspetos que têm lugar ao longo da vida evolutiva do sujeito e que se desenvolvem em torno da intersubjetividade, das experiências emocionais e na configuração de imagens internas. No presente estudo pretendeu-se evidenciar a dinâmica de organização e expressão identitárias, que, perante a reformulação da estrutura social, suscita um repensar da identidade. O estudo em apreço inscreve-se nas metodologias de caráter qualitativo, tendo sido utilizado o método de estudo de casos e como instrumento a entrevista. Para estudar a identidade, que é o nosso objeto de estudo, partimos das narrativas de dois participantes com 22 anos e 47 anos de idade, ambos do sexo feminino. Os resultados mostram que a família se revela como contexto estruturante na organização identitária. A relação estabelecida com a figura primária enquanto self-objeto mostrou-se importante por organizar a dinâmica identitária, levando o sujeito a constituir-se. A bissexualidade, que aparece apenas numa entrevista, é uma estratégia defensiva perante o estatuto menor feminino e o domínio do estatuto masculino. O trauma impele a sucessivas reorganizações de si, criando uma nova unidade psíquica e o espaço físico aparece como uma oportunidade de desenvolvimento psíquico. Concluímos que a identidade se forma a partir de múltiplos aspetos e enfatizamos a narrativa como verdade subjetiva, aquela que o sujeito tece acerca de si sem necessidade de a corresponder a factos reais. Este estudo vem contribuir com desenvolvimentos acerca da identidade num contexto não clínico.
Autores principais:Oliveira, Miguel Ângelo de Castro
Assunto:Organização identitária Expressão identitária Identidade Intersubjetividade Métodos qualitativos Identity organization Identity expression Identity Intersubjectivity Qualitative methods
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A literatura sugere que a identidade se forma a partir de múltiplos aspetos que têm lugar ao longo da vida evolutiva do sujeito e que se desenvolvem em torno da intersubjetividade, das experiências emocionais e na configuração de imagens internas. No presente estudo pretendeu-se evidenciar a dinâmica de organização e expressão identitárias, que, perante a reformulação da estrutura social, suscita um repensar da identidade. O estudo em apreço inscreve-se nas metodologias de caráter qualitativo, tendo sido utilizado o método de estudo de casos e como instrumento a entrevista. Para estudar a identidade, que é o nosso objeto de estudo, partimos das narrativas de dois participantes com 22 anos e 47 anos de idade, ambos do sexo feminino. Os resultados mostram que a família se revela como contexto estruturante na organização identitária. A relação estabelecida com a figura primária enquanto self-objeto mostrou-se importante por organizar a dinâmica identitária, levando o sujeito a constituir-se. A bissexualidade, que aparece apenas numa entrevista, é uma estratégia defensiva perante o estatuto menor feminino e o domínio do estatuto masculino. O trauma impele a sucessivas reorganizações de si, criando uma nova unidade psíquica e o espaço físico aparece como uma oportunidade de desenvolvimento psíquico. Concluímos que a identidade se forma a partir de múltiplos aspetos e enfatizamos a narrativa como verdade subjetiva, aquela que o sujeito tece acerca de si sem necessidade de a corresponder a factos reais. Este estudo vem contribuir com desenvolvimentos acerca da identidade num contexto não clínico.