Publicação
Crenças de advogados/as face à criminalidade feminina
| Resumo: | As atitudes dos/as advogados/as desempenham um papel fulcral na defesa das mulheres ofensoras. O presente estudo tem como principal objetivo analisar as atitudes dos/as advogados/as face à criminalidade feminina, averiguando também se existem diferenças entre o sexo, a idade e os anos de experiência profissional dos/as participantes. Para tal, foi administrado o Questionário Atitudes sobre o Crime Feminino – ACF, de Caridade e Nunes (2013), o qual tem como objetivo analisar as atitudes sobre o crime praticado no feminino numa amostra constituída por 92 participantes, com idades compreendidas entre os 23 e os 71 anos, sendo que 35 participantes eram do sexo masculino e 57 do sexo feminino. Os resultados demonstraram que as atitudes dos/as advogados/as foram tendencialmente discordantes com ideias relacionadas com o estado mental no momento do crime, com a vitimação da ofensora, tipologia, gravidade e violência dos crimes, reincidência criminal, consumo de substâncias e o papel da mulher ofensora na justiça, no entanto, os/as participantes demonstraram deter atitudes neutras em questões relacionadas com a atuação das forças de segurança e crimes sexuais. Foram encontradas diferenças nas atitudes dos/as advogados/as face à criminalidade feminina relativamente à variável sociodemográfica sexo, assim como correlações estatisticamente significativas entre a idade e os anos de experiência profissional. Estes resultados evidenciaram a importância do papel de um/a advogado/a ao longo do processo judicial, nomeadamente nas crenças que detêm enquanto defensores/as, assim como a insuficiência de conhecimento científico sobre um tema tão importante e emergente como a criminalidade feminina. |
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| Autores principais: | Briosa, Inês Correia |
| Assunto: | Advogado/a Atitudes Crenças Criminalidade feminina Lawyer Attitudes Beliefs Female criminality |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | As atitudes dos/as advogados/as desempenham um papel fulcral na defesa das mulheres ofensoras. O presente estudo tem como principal objetivo analisar as atitudes dos/as advogados/as face à criminalidade feminina, averiguando também se existem diferenças entre o sexo, a idade e os anos de experiência profissional dos/as participantes. Para tal, foi administrado o Questionário Atitudes sobre o Crime Feminino – ACF, de Caridade e Nunes (2013), o qual tem como objetivo analisar as atitudes sobre o crime praticado no feminino numa amostra constituída por 92 participantes, com idades compreendidas entre os 23 e os 71 anos, sendo que 35 participantes eram do sexo masculino e 57 do sexo feminino. Os resultados demonstraram que as atitudes dos/as advogados/as foram tendencialmente discordantes com ideias relacionadas com o estado mental no momento do crime, com a vitimação da ofensora, tipologia, gravidade e violência dos crimes, reincidência criminal, consumo de substâncias e o papel da mulher ofensora na justiça, no entanto, os/as participantes demonstraram deter atitudes neutras em questões relacionadas com a atuação das forças de segurança e crimes sexuais. Foram encontradas diferenças nas atitudes dos/as advogados/as face à criminalidade feminina relativamente à variável sociodemográfica sexo, assim como correlações estatisticamente significativas entre a idade e os anos de experiência profissional. Estes resultados evidenciaram a importância do papel de um/a advogado/a ao longo do processo judicial, nomeadamente nas crenças que detêm enquanto defensores/as, assim como a insuficiência de conhecimento científico sobre um tema tão importante e emergente como a criminalidade feminina. |
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