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Luto, estratégias de coping religioso interno e externo e perspectivas de morte de pais enlutados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A morte tem sido, desde sempre, percepcionada como um dos maiores paradoxos com que o ser humano se confronta, tendo a religiosidade cumprido um papel preponderante em todos os aspectos relacionados com esta. O presente trabalho teve como objectivo geral, avaliação da relação entre variáveis como, perspectivas sobre a morte, reacções face ao luto, coping religioso interno/externo e variáveis sócio-demográficas. Realizou-se um estudo quantitativo observacional – descritivo com 50 pais (mãe ou pai), com idades compreendidas entre 31 e os 79 anos. Foi aplicada a cada participante o Questionário sobre o luto (QSL), (Grief Questionnaire de Ossefort – Russel, 1995) para avaliar as mudanças e transformações na vida das pessoas afectadas pelo luto), The Ways of Religious Coping Scale (Worc), (Boudreaux, Catz, Ryan, Amaral – Melendez e Brantlet, 1995), para avaliar os domínios internos e externos das estratégias cognitivas e comportamentais de coping religioso, Questionário de Perspectivas de morte (Spolka & Stout & Minton e Sizemore em 1977, versão portuguesa através de Barros de Oliveira e Neto, 2004) e por fim aplicou-se o questionário sóciodemográfico (Santana & Patrão, 2010). No geral, os resultados obtidos indicaram que existe diferenças relativamente à idade e habilitações literárias relativamente à manifestação de uma religiosidade autêntica, mecanismos de coping religioso (interno e externo) e escalas de perspectiva da morte. Obviamente, não é apenas a religiosidade que ajuda a ultrapassar o luto. No entanto, neste trabalho confirma-se através dos resultados obtidos que as pessoas que têm religiosidade, seja ela interna ou externa e mecanismos de coping intrínseco e extrínseco, aparecem associados a uma melhor resolução do luto. Assim, podemos afirmar que a religiosidade tem um impacto na forma como os indivíduos reagem ao luto.
Autores principais:Santana, Rubina Menezes
Assunto:Reacção ao luto Religiosidade intrínseca Religiosidade extrínseca Perspectivas de morte Reaction to grief Intrinsic religion Extrinsic religion Perspectives towards death
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A morte tem sido, desde sempre, percepcionada como um dos maiores paradoxos com que o ser humano se confronta, tendo a religiosidade cumprido um papel preponderante em todos os aspectos relacionados com esta. O presente trabalho teve como objectivo geral, avaliação da relação entre variáveis como, perspectivas sobre a morte, reacções face ao luto, coping religioso interno/externo e variáveis sócio-demográficas. Realizou-se um estudo quantitativo observacional – descritivo com 50 pais (mãe ou pai), com idades compreendidas entre 31 e os 79 anos. Foi aplicada a cada participante o Questionário sobre o luto (QSL), (Grief Questionnaire de Ossefort – Russel, 1995) para avaliar as mudanças e transformações na vida das pessoas afectadas pelo luto), The Ways of Religious Coping Scale (Worc), (Boudreaux, Catz, Ryan, Amaral – Melendez e Brantlet, 1995), para avaliar os domínios internos e externos das estratégias cognitivas e comportamentais de coping religioso, Questionário de Perspectivas de morte (Spolka & Stout & Minton e Sizemore em 1977, versão portuguesa através de Barros de Oliveira e Neto, 2004) e por fim aplicou-se o questionário sóciodemográfico (Santana & Patrão, 2010). No geral, os resultados obtidos indicaram que existe diferenças relativamente à idade e habilitações literárias relativamente à manifestação de uma religiosidade autêntica, mecanismos de coping religioso (interno e externo) e escalas de perspectiva da morte. Obviamente, não é apenas a religiosidade que ajuda a ultrapassar o luto. No entanto, neste trabalho confirma-se através dos resultados obtidos que as pessoas que têm religiosidade, seja ela interna ou externa e mecanismos de coping intrínseco e extrínseco, aparecem associados a uma melhor resolução do luto. Assim, podemos afirmar que a religiosidade tem um impacto na forma como os indivíduos reagem ao luto.