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Violência doméstica contra as mulheres : Duas histórias de vida narradas no feminino

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A violência doméstica contra as mulheres é uma problemática universal e ocorre no espaço privado familiar, sendo infligida pelo companheiro com quem partilha a vida, responsabilidades, afeto. A violência contra as mulheres tem sido apontada não só como uma grande questão da saúde pública tal como um assunto de direitos humanos. Tem igualmente sido estimado pela Organização Mundial de Saúde (World Health Organization - WHO) que 5-20% de anos de vida saudáveis são perdidos em mulheres com idades entre os 15 e os 44 anos, o que pode trazer repercussões negativas na saúde física e mental da mulher, interferindo no seu desempenho familiar, social e profissional. Utilizou-se um método qualitativo com recurso a duas entrevistas a mulheres que vivenciaram a situação, mas que conseguiram abandonar a relação abusiva. Os resultados apontam para que a agressividade dos maridos seja um espelho da violência intergeracional sofrida, tal como as consequências de traumas e vivências desfavoráveis das entrevistadas influenciaram a permanência das mesmas nas relações abusivas, formando um quadro relacional complementar e patológico. Também do lado das entrevistadas existe uma compulsão à repetição dentro das relações afetivas numa tentativa de poder reviver as situações geradoras de conflito e sofrimento para poder sarar a ferida narcísica primária.
Autores principais:Gerardo, Maria Leonor dos Santos
Assunto:Violência doméstica Violência intergeracional Traumas de infância
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A violência doméstica contra as mulheres é uma problemática universal e ocorre no espaço privado familiar, sendo infligida pelo companheiro com quem partilha a vida, responsabilidades, afeto. A violência contra as mulheres tem sido apontada não só como uma grande questão da saúde pública tal como um assunto de direitos humanos. Tem igualmente sido estimado pela Organização Mundial de Saúde (World Health Organization - WHO) que 5-20% de anos de vida saudáveis são perdidos em mulheres com idades entre os 15 e os 44 anos, o que pode trazer repercussões negativas na saúde física e mental da mulher, interferindo no seu desempenho familiar, social e profissional. Utilizou-se um método qualitativo com recurso a duas entrevistas a mulheres que vivenciaram a situação, mas que conseguiram abandonar a relação abusiva. Os resultados apontam para que a agressividade dos maridos seja um espelho da violência intergeracional sofrida, tal como as consequências de traumas e vivências desfavoráveis das entrevistadas influenciaram a permanência das mesmas nas relações abusivas, formando um quadro relacional complementar e patológico. Também do lado das entrevistadas existe uma compulsão à repetição dentro das relações afetivas numa tentativa de poder reviver as situações geradoras de conflito e sofrimento para poder sarar a ferida narcísica primária.