Publicação
O papel mediador da desconexão digital na relação entre o workaholism e os afetos em contexto organizacional
| Resumo: | Num mundo cada vez mais digital, a conectividade constante tornou-se uma característica habitual do ambiente de trabalho contemporâneo, impulsionada sobretudo pela crescente utilização de dispositivos móveis que mantêm as pessoas permanentemente ligadas. Neste contexto, é fundamental perceber fenómenos como o workaholism que têm vindo a ganhar destaque, particularmente no que se refere ao seu impacto sobre os afetos dos colaboradores. O presente estudo teve como principal objetivo investigar se as dimensões da Desconexão Digital funcionam como variáveis mediadoras na relação entre as dimensões do workaholism e os afetos positivos e negativos. Com base numa amostra de 184 participantes, os resultados revelaram que, no domínio dos afetos positivos, a Desconexão Digital, particularmente na dimensão das Restrições Tecnológicas, apresentou um efeito mediador significativo em todas as dimensões do workaholism (Motivacional, Cognitiva, Emocional e Comportamental). Em contrapartida, a dimensão Comunicação não evidenciou efeitos mediadores significativos. Relativamente aos afetos negativos, não foram identificados efeitos de mediação, indicando que a Desconexão Digital não desempenha um papel relevante nessa relação. Estes resultados reforçam a importância da gestão da conectividade digital como um fator protetor no contexto rganizacional, com especial impacto na promoção de experiências emocionais positivas no trabalho. A presente investigação contribui ainda para a reflexão sobre estratégias organizacionais que favoreçam uma cultura de desconexão digital, como forma de mitigar os efeitos adversos associados ao Workaholism. |
|---|---|
| Autores principais: | Canês, Madalena João Novo |
| Assunto: | Desconexão digital Workaholism Afetos Digital Disconnection Workaholism Affects |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Num mundo cada vez mais digital, a conectividade constante tornou-se uma característica habitual do ambiente de trabalho contemporâneo, impulsionada sobretudo pela crescente utilização de dispositivos móveis que mantêm as pessoas permanentemente ligadas. Neste contexto, é fundamental perceber fenómenos como o workaholism que têm vindo a ganhar destaque, particularmente no que se refere ao seu impacto sobre os afetos dos colaboradores. O presente estudo teve como principal objetivo investigar se as dimensões da Desconexão Digital funcionam como variáveis mediadoras na relação entre as dimensões do workaholism e os afetos positivos e negativos. Com base numa amostra de 184 participantes, os resultados revelaram que, no domínio dos afetos positivos, a Desconexão Digital, particularmente na dimensão das Restrições Tecnológicas, apresentou um efeito mediador significativo em todas as dimensões do workaholism (Motivacional, Cognitiva, Emocional e Comportamental). Em contrapartida, a dimensão Comunicação não evidenciou efeitos mediadores significativos. Relativamente aos afetos negativos, não foram identificados efeitos de mediação, indicando que a Desconexão Digital não desempenha um papel relevante nessa relação. Estes resultados reforçam a importância da gestão da conectividade digital como um fator protetor no contexto rganizacional, com especial impacto na promoção de experiências emocionais positivas no trabalho. A presente investigação contribui ainda para a reflexão sobre estratégias organizacionais que favoreçam uma cultura de desconexão digital, como forma de mitigar os efeitos adversos associados ao Workaholism. |
|---|