Publicação
O luto do psicoterapeuta face à morte inesperada de um paciente
| Resumo: | Objectivo: Dentro da psicoterapia, a investigação foca-se principalmente em aspectos da prática clínica e no paciente, ignorando de certa forma o psicoterapeuta em si. Dada a relação entre terapeuta e paciente dentro da relação terapêutica, a inevitabilidade da morte, e a agravante comprovada pela literatura de um maior trauma face à componente inesperada, procurou-se estudar o luto do psicoterapeuta face à morte inesperada de um paciente, com um enfoque particular no suicídio de pacientes. Método: Participaram neste estudo dois psicoterapeutas que passaram pela morte inesperada de pacientes, por motivo de suicídio. Procedeu-se à recolha dos dados através de entrevistas semi-estrutradas, sendo os dados analisados segundo a metodologia qualitativa, através do método fenomenológico de Giorgi (2009). Resultados: Surgiram 7 constituintes comuns entre os psicoterapeutas participantes, sendo dado enfâse por ambos à relação de envolvimento emocional dentro da relação terapêutica, sendo este factor impulsionador para consequências e implicações do confronto das experiências de morte de pacientes por suicídio, ressaltando as suas estratégias de coping e mudanças na prática clínica. Conclusões: O luto é um processo normal e esperado. Acentua-se a necessidade de apoio a psicoterapeutas que passam pela morte inesperada de pacientes, sendo que ainda não há uma liberdade de partilha de experiências entre profissionais por medo de julgamentos, pois este assunto ainda é visto como tabu, acentuando-se essa mesma necessidade de partilha e divulgação de experiências. |
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| Autores principais: | Azinheira, Marta Isabel Lopes |
| Assunto: | Luto Psicoterapeuta Morte inesperada Paciente Suicídio Mourning Psychotherapist Unexpected death Patient Suicide |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Objectivo: Dentro da psicoterapia, a investigação foca-se principalmente em aspectos da prática clínica e no paciente, ignorando de certa forma o psicoterapeuta em si. Dada a relação entre terapeuta e paciente dentro da relação terapêutica, a inevitabilidade da morte, e a agravante comprovada pela literatura de um maior trauma face à componente inesperada, procurou-se estudar o luto do psicoterapeuta face à morte inesperada de um paciente, com um enfoque particular no suicídio de pacientes. Método: Participaram neste estudo dois psicoterapeutas que passaram pela morte inesperada de pacientes, por motivo de suicídio. Procedeu-se à recolha dos dados através de entrevistas semi-estrutradas, sendo os dados analisados segundo a metodologia qualitativa, através do método fenomenológico de Giorgi (2009). Resultados: Surgiram 7 constituintes comuns entre os psicoterapeutas participantes, sendo dado enfâse por ambos à relação de envolvimento emocional dentro da relação terapêutica, sendo este factor impulsionador para consequências e implicações do confronto das experiências de morte de pacientes por suicídio, ressaltando as suas estratégias de coping e mudanças na prática clínica. Conclusões: O luto é um processo normal e esperado. Acentua-se a necessidade de apoio a psicoterapeutas que passam pela morte inesperada de pacientes, sendo que ainda não há uma liberdade de partilha de experiências entre profissionais por medo de julgamentos, pois este assunto ainda é visto como tabu, acentuando-se essa mesma necessidade de partilha e divulgação de experiências. |
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