Publicação
À Superfície do Corpo: O parkour como procura de simbolização
| Resumo: | O presente estudo constitui-se como uma abordagem articulada aos meandros da relação mente-corpo, inscrita num prisma teórico psicanalítico. São desenvolvidos os olhares de vários autores, desde Freud (1923) a Lemma (2015), passando por outros como Anzieu, Schilder, Sami-Ali e Dolto, em torno do tema da corporalidade e do modo como esta adquire impacto e condiciona a construção do psiquismo. O objetivo primordial do estudo é o de aceder à representação simbólica do vivido corporal, em praticantes de Parkour, este considerado como um desporto de risco. Para tal, foram entrevistados três sujeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos, para a criação de um espaço relacional intersubjetivo propício à partilha de vivências, representações carregadas de simbolismo interpretável e, quem sabe, sensações particulares. As entrevistas foram alvo de uma fina análise, com objetivo de desvendar o sentido latente por detrás das palavras, para a sua posterior interpretação, integração e articulação num quadro teórico psicanalítico de referência. Foi possível concluir que a mente e o corpo operam uma relação intrincada e recíproca, sendo um o motor de trabalho do outro, para propósitos de simbolização e de representação. Tal como o corpo, no seu plano concreto e delimitador, dá uma forma à psique e ao seu agregado psíquico, do qual fazem parte a Imagem Corporal e o Self Identitário, também o psiquismo, na sua função ideal, serve como um catalisador do vivido somático, pulsional e corporal, metabolizando assim os impulsos mais originais e afetivos que nascem nos interiores do corpo. Assim sendo, mente e corpo andam de mãos dadas, num balanço recíproco que estabelece as relações entre Eu e Outro, o mundo interno e o mundo externo, a fantasia e a realidade. |
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| Autores principais: | Marsilla López, Amâncio |
| Assunto: | Corpo Psique Intersubjetivo Relação Simbolização Body Psyche Intersubjective Relation Symbolization |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo constitui-se como uma abordagem articulada aos meandros da relação mente-corpo, inscrita num prisma teórico psicanalítico. São desenvolvidos os olhares de vários autores, desde Freud (1923) a Lemma (2015), passando por outros como Anzieu, Schilder, Sami-Ali e Dolto, em torno do tema da corporalidade e do modo como esta adquire impacto e condiciona a construção do psiquismo. O objetivo primordial do estudo é o de aceder à representação simbólica do vivido corporal, em praticantes de Parkour, este considerado como um desporto de risco. Para tal, foram entrevistados três sujeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos, para a criação de um espaço relacional intersubjetivo propício à partilha de vivências, representações carregadas de simbolismo interpretável e, quem sabe, sensações particulares. As entrevistas foram alvo de uma fina análise, com objetivo de desvendar o sentido latente por detrás das palavras, para a sua posterior interpretação, integração e articulação num quadro teórico psicanalítico de referência. Foi possível concluir que a mente e o corpo operam uma relação intrincada e recíproca, sendo um o motor de trabalho do outro, para propósitos de simbolização e de representação. Tal como o corpo, no seu plano concreto e delimitador, dá uma forma à psique e ao seu agregado psíquico, do qual fazem parte a Imagem Corporal e o Self Identitário, também o psiquismo, na sua função ideal, serve como um catalisador do vivido somático, pulsional e corporal, metabolizando assim os impulsos mais originais e afetivos que nascem nos interiores do corpo. Assim sendo, mente e corpo andam de mãos dadas, num balanço recíproco que estabelece as relações entre Eu e Outro, o mundo interno e o mundo externo, a fantasia e a realidade. |
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