Publicação
Comer e cuidar: Associações entre a vinculação dos cuidadores e práticas parentais alimentares em crianças em idade escolar
| Resumo: | Estudos prévios mostram que as representações de vinculação dos cuidadores influenciam a sensibilidade e a responsividade parentais, podendo refletir-se nas práticas alimentares adotadas com as crianças. Compreender estas interações é crucial para promover hábitos saudáveis e autorregulação. No estado atual do conhecimento, persistem lacunas sobre o papel específico da vinculação do adulto nas práticas parentais alimentares em cuidadores de crianças em idade escolar. Assim, O presente estudo pretendeu ultrapassar estas lacunas, analisando as relações entre a vinculação do adulto e práticas parentais alimentares. Participaram 102 cuidadores de crianças entre os 6 e aos 10 anos. Foram aplicados o Experiences in Close Relationships – Relationship Structures Questionnaire (ECR-RS) para avaliar a vinculação adulta e o Comprehensive Feeding Practices Questionnaire (CFPQ) para avaliar as práticas parentais alimentares. Os resultados indicaram predominância de práticas responsivas (equilíbrio/variedade, ambiente, monitorização, modelagem, envolvimento) refletindo sensibilidade e ajustamento às necessidades infantis. Verificou-se associação negativa entre ansiedade de vinculação e controlo da criança, sugerindo que cuidadores mais ansiosos tendem a conceder menor autonomia alimentar. Adicionalmente, observaram-se relações entre variáveis sociodemográficas e práticas alimentares: cuidadores com maior escolaridade adotaram práticas mais responsivas, enquanto a idade da criança se associou negativamente ao uso de pressão e monitorização. No geral, os resultados indicam uma influência limitada das dimensões da vinculação parental nas práticas parentais alimentares, sugerindo que outros fatores contextuais e desenvolvimentais possam ter um papel mais determinante na adoção das práticas alimentares. Esta evidência reforça a importância de promover uma parentalidade sensível e responsiva, ajustada às necessidades emocionais e alimentares da criança. |
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| Autores principais: | Lacerda, Joana de Almeida Santos Nunes de |
| Assunto: | Vinculação do adulto Práticas parentais alimentares Parentalidade responsiva Adult attachment Parental feeding practices Responsive parenting |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Estudos prévios mostram que as representações de vinculação dos cuidadores influenciam a sensibilidade e a responsividade parentais, podendo refletir-se nas práticas alimentares adotadas com as crianças. Compreender estas interações é crucial para promover hábitos saudáveis e autorregulação. No estado atual do conhecimento, persistem lacunas sobre o papel específico da vinculação do adulto nas práticas parentais alimentares em cuidadores de crianças em idade escolar. Assim, O presente estudo pretendeu ultrapassar estas lacunas, analisando as relações entre a vinculação do adulto e práticas parentais alimentares. Participaram 102 cuidadores de crianças entre os 6 e aos 10 anos. Foram aplicados o Experiences in Close Relationships – Relationship Structures Questionnaire (ECR-RS) para avaliar a vinculação adulta e o Comprehensive Feeding Practices Questionnaire (CFPQ) para avaliar as práticas parentais alimentares. Os resultados indicaram predominância de práticas responsivas (equilíbrio/variedade, ambiente, monitorização, modelagem, envolvimento) refletindo sensibilidade e ajustamento às necessidades infantis. Verificou-se associação negativa entre ansiedade de vinculação e controlo da criança, sugerindo que cuidadores mais ansiosos tendem a conceder menor autonomia alimentar. Adicionalmente, observaram-se relações entre variáveis sociodemográficas e práticas alimentares: cuidadores com maior escolaridade adotaram práticas mais responsivas, enquanto a idade da criança se associou negativamente ao uso de pressão e monitorização. No geral, os resultados indicam uma influência limitada das dimensões da vinculação parental nas práticas parentais alimentares, sugerindo que outros fatores contextuais e desenvolvimentais possam ter um papel mais determinante na adoção das práticas alimentares. Esta evidência reforça a importância de promover uma parentalidade sensível e responsiva, ajustada às necessidades emocionais e alimentares da criança. |
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