Publicação
Social filtering of reasoning problems
| Resumo: | Em estudos anteriores verificou-se que pessoas que resolvem problemas de raciocínio de forma intuitiva diferem daquelas que os resolvem de forma deliberativa na sua capacidade de prestar atenção à informação crítica (Mata et al., 2014, 2017). Neste estudo, iremos utilizar recordações livres para compreender melhor este fenómeno. É esperado que as pessoas que raciocinam de forma intuitiva não recordem as partes críticas. Este estudo tem também como objetivo compreender o impacto social destas representações incorretas. Para tal, utilizou-se um paradigma de reprodução serial. Se os participantes receberem reproduções incorretas, eles acabarão por dar uma resposta incorreta, uma vez que estão a raciocinar com base em premissas erradas. Mesmo que tenham conhecimentos lógicos que lhes permitam chegar à resposta certa, não serão capazes de o fazer se os problemas que lhes são transmitidos não tiverem informação suficiente. Foi pedido a cada participante que respondesse a três problemas e que escrevesse uma recordação do problema que tinha acabado de ler, o mais exata possível. Confirmou-se uma correlação significativa positiva entre a precisão da memória e a performance, bem como um efeito ao longo das gerações, já que à medida que mais erros se iam acumulando na reprodução dos problemas, mais erros resultavam daí. Para resolver problemas de raciocínio, não chega uma boa capacidade de raciocínio é também necessária a capacidade de representar corretamente o problema na mente. O efeito ao longo das gerações é relevante num mundo onde estamos constantemente a receber informações dos outros. |
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| Autores principais: | Mascarenhas, Mafalda Fontinha Azevedo |
| Assunto: | Reprodução serial Problemas de raciocínio Deteção de conflito Filtragem social Pensamento Raciocínio Serial reproduction Reasoning problems Conflict detection Social filtering Thinking Reasoning |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Em estudos anteriores verificou-se que pessoas que resolvem problemas de raciocínio de forma intuitiva diferem daquelas que os resolvem de forma deliberativa na sua capacidade de prestar atenção à informação crítica (Mata et al., 2014, 2017). Neste estudo, iremos utilizar recordações livres para compreender melhor este fenómeno. É esperado que as pessoas que raciocinam de forma intuitiva não recordem as partes críticas. Este estudo tem também como objetivo compreender o impacto social destas representações incorretas. Para tal, utilizou-se um paradigma de reprodução serial. Se os participantes receberem reproduções incorretas, eles acabarão por dar uma resposta incorreta, uma vez que estão a raciocinar com base em premissas erradas. Mesmo que tenham conhecimentos lógicos que lhes permitam chegar à resposta certa, não serão capazes de o fazer se os problemas que lhes são transmitidos não tiverem informação suficiente. Foi pedido a cada participante que respondesse a três problemas e que escrevesse uma recordação do problema que tinha acabado de ler, o mais exata possível. Confirmou-se uma correlação significativa positiva entre a precisão da memória e a performance, bem como um efeito ao longo das gerações, já que à medida que mais erros se iam acumulando na reprodução dos problemas, mais erros resultavam daí. Para resolver problemas de raciocínio, não chega uma boa capacidade de raciocínio é também necessária a capacidade de representar corretamente o problema na mente. O efeito ao longo das gerações é relevante num mundo onde estamos constantemente a receber informações dos outros. |
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