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O impacto de experiências de assédio sexual no bem-estar subjetivo de atletas em Portugal: o papel moderador da resiliência e da autoestima

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação pretendeu estudar a relação entre a frequência de experiências de Assédio Sexual e o Bem-estar Subjetivo, no contexto desportivo. Adicionalmente, pretendeu-se ainda testar se esta relação é moderada pela Resiliência e Autoestima dos atletas. A amostra é constituída por 124 atletas de várias modalidades individuais e coletivas, com idades compreendidas entre os 12 e os 54 anos (M = 23.33, DP = 9.51), cujos dados foram recolhidos através da aplicação de questionários online, sendo estes constituídos pela Escala de Bem-estar Subjetivo, pela Escala de Resiliência, pela Escala de Autoestima e por algumas questões referentes ao Assédio Sexual. Os resultados obtidos revelam que a relação entre a frequência de experiências de Assédio Sexual e o Bem-estar Subjetivo é significativamente negativa e que a Resiliência e a Autoestima moderam, parcialmente, a relação supracitada. Verificou-se ainda que o sexo dos atletas, apesar de promover algumas diferenças ao nível das variáveis estudadas (e.g., assédio sexual, resiliência e autoestima), não influenciou as moderações em estudo. Estes resultados são importantes, porque nos dão insights sobre a prevalência do Assédio Sexual na amostra de atletas portugueses, evidenciando que ser-se vítima de Assédio Sexual pode ter um impacto negativo no bem-estar subjetivo (especialmente, para indivíduos com menos resiliência e menos autoestima). Estes resultados evidenciam assim a importância para a consciencialização desta temática, contribuindo ainda para o desenvolvimento da literatura nas áreas do Assédio Sexual, Bem-estar Subjetivo, Resiliência e Autoestima.
Autores principais:Cunha, Bárbara Francisca Almeida da
Assunto:Contexto desportivo Assédio sexual Bem estar subjetivo Resiliência Autoestima Sports context Sexual harassment Subjective well-being Resilience Self-esteem.
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A presente investigação pretendeu estudar a relação entre a frequência de experiências de Assédio Sexual e o Bem-estar Subjetivo, no contexto desportivo. Adicionalmente, pretendeu-se ainda testar se esta relação é moderada pela Resiliência e Autoestima dos atletas. A amostra é constituída por 124 atletas de várias modalidades individuais e coletivas, com idades compreendidas entre os 12 e os 54 anos (M = 23.33, DP = 9.51), cujos dados foram recolhidos através da aplicação de questionários online, sendo estes constituídos pela Escala de Bem-estar Subjetivo, pela Escala de Resiliência, pela Escala de Autoestima e por algumas questões referentes ao Assédio Sexual. Os resultados obtidos revelam que a relação entre a frequência de experiências de Assédio Sexual e o Bem-estar Subjetivo é significativamente negativa e que a Resiliência e a Autoestima moderam, parcialmente, a relação supracitada. Verificou-se ainda que o sexo dos atletas, apesar de promover algumas diferenças ao nível das variáveis estudadas (e.g., assédio sexual, resiliência e autoestima), não influenciou as moderações em estudo. Estes resultados são importantes, porque nos dão insights sobre a prevalência do Assédio Sexual na amostra de atletas portugueses, evidenciando que ser-se vítima de Assédio Sexual pode ter um impacto negativo no bem-estar subjetivo (especialmente, para indivíduos com menos resiliência e menos autoestima). Estes resultados evidenciam assim a importância para a consciencialização desta temática, contribuindo ainda para o desenvolvimento da literatura nas áreas do Assédio Sexual, Bem-estar Subjetivo, Resiliência e Autoestima.