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La luna : Uma circum-navegação à descoberta da identidade pelo olhar de Coimbra de Matos

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Resumo:Enquanto área do saber que define o sujeito relacional como objeto de estudo e de intervenção, a identidade é um conceito-chave na Psicologia: por estar no cerne do que define o sujeito, a identidade encontra-se no âmago da sua ciência. Ora, se a identidade for conceptualizada como uma construção, compreender este conceito implica entender os processos de formação através dos quais se concretiza. Contudo, e como consequência da polissemia de pensares sobre a identidade, assiste-se a uma dispersão de teorizações sobre a construção identitária, consoante o ponto de observação do quadro epistemológico empregue. Já no quadro das conceções psicanalíticas clássicas, onde a formação da identidade constitui um dos núcleos duros das suas teorizações, vemos a concepção de uma identidade pessoal que se constrói pela via de processos identificativos. Afigura-se a pergunta: se a construção da identidade resulta do processo de identificação ao objeto da relação, onde fica o lugar do sujeito no seu próprio trajeto identitário? A partir desta questão sobre a natureza fundamental da construção identitária, procuraremos, no modelo proposto por António Coimbra de Matos, uma formulação que permita contribuir para a clarificação deste aparente paradoxo conceptual. É pela dialética, fluída e fecunda, com um objeto artístico, que procuraremos outros olhares, e encontraremos novos significados, numa circum-navegação sobre a teoria da co-construção identitária que apresenta.
Autores principais:Igreja, José Guilherme Brito da
Assunto:Identidade Identificação Construção identitária Psicanálise Coimbra de Matos Identity Identification Identity Formation Psychoanalysis
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Enquanto área do saber que define o sujeito relacional como objeto de estudo e de intervenção, a identidade é um conceito-chave na Psicologia: por estar no cerne do que define o sujeito, a identidade encontra-se no âmago da sua ciência. Ora, se a identidade for conceptualizada como uma construção, compreender este conceito implica entender os processos de formação através dos quais se concretiza. Contudo, e como consequência da polissemia de pensares sobre a identidade, assiste-se a uma dispersão de teorizações sobre a construção identitária, consoante o ponto de observação do quadro epistemológico empregue. Já no quadro das conceções psicanalíticas clássicas, onde a formação da identidade constitui um dos núcleos duros das suas teorizações, vemos a concepção de uma identidade pessoal que se constrói pela via de processos identificativos. Afigura-se a pergunta: se a construção da identidade resulta do processo de identificação ao objeto da relação, onde fica o lugar do sujeito no seu próprio trajeto identitário? A partir desta questão sobre a natureza fundamental da construção identitária, procuraremos, no modelo proposto por António Coimbra de Matos, uma formulação que permita contribuir para a clarificação deste aparente paradoxo conceptual. É pela dialética, fluída e fecunda, com um objeto artístico, que procuraremos outros olhares, e encontraremos novos significados, numa circum-navegação sobre a teoria da co-construção identitária que apresenta.