Publicação
A influência dos traumas infantis na adoção de padrões de evitamento nos relacionamentos íntimos de jovens adultos
| Resumo: | Este estudo investiga o impacto dos traumas infantis na adoção de padrões de vinculação inseguros, especialmente evitantes, nos relacionamentos íntimos de jovens adultos. Apesar da Teoria da Vinculação e pesquisas subsequentes sugerirem que experiências negativas na infância podem conduzir à insegurança nas relações interpessoais na vida adulta, existe ainda uma lacuna no que toca à compreensão de como diferentes tipos de traumas podem originar um comportamento evitante. Ao diferenciar os tipos de traumas e relacioná-los com estes comportamentos, o estudo contribui para uma compreensão mais discriminada dos mecanismos implícitos na formação de vínculos afetivos inseguros. O objetivo prende-se com a identificação e análise da relação entre os traumas infantis e a adoção de um estilo de vinculação evitante, considerando as possíveis variações por género, orientação sexual e situação relacional, que permite analisar de que forma os fatores socioculturais podem influenciar e moldar essa relação. A investigação inclui uma amostra constituída por jovens adultos dos 18 aos 29 anos, aos quais foram aplicados um Questionário Sociodemográfico, a Escala de Trauma de Infância (CTQ) e a Escala de Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR). Os resultados confirmaram que as experiências traumáticas na infância têm uma forte correlação com os padrões de evitamento nos relacionamentos amorosos, especialmente no caso da negligência emocional e abuso emocional. No entanto, fatores como a orientação sexual e o género não revelaram ter impacto. Contrariamente, a situação relacional e a duração do relacionamento influenciam de maneira significativa o estilo de vinculação evitante. |
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| Autores principais: | Djaló, Cláudia Sofia Rodrigues |
| Assunto: | Trauma na Infância Vinculação Evitante Relacionamentos Românticos Jovens Adultos Childhood Trauma Avoidant Attachment Romantic Relationships Young Adults |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo investiga o impacto dos traumas infantis na adoção de padrões de vinculação inseguros, especialmente evitantes, nos relacionamentos íntimos de jovens adultos. Apesar da Teoria da Vinculação e pesquisas subsequentes sugerirem que experiências negativas na infância podem conduzir à insegurança nas relações interpessoais na vida adulta, existe ainda uma lacuna no que toca à compreensão de como diferentes tipos de traumas podem originar um comportamento evitante. Ao diferenciar os tipos de traumas e relacioná-los com estes comportamentos, o estudo contribui para uma compreensão mais discriminada dos mecanismos implícitos na formação de vínculos afetivos inseguros. O objetivo prende-se com a identificação e análise da relação entre os traumas infantis e a adoção de um estilo de vinculação evitante, considerando as possíveis variações por género, orientação sexual e situação relacional, que permite analisar de que forma os fatores socioculturais podem influenciar e moldar essa relação. A investigação inclui uma amostra constituída por jovens adultos dos 18 aos 29 anos, aos quais foram aplicados um Questionário Sociodemográfico, a Escala de Trauma de Infância (CTQ) e a Escala de Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR). Os resultados confirmaram que as experiências traumáticas na infância têm uma forte correlação com os padrões de evitamento nos relacionamentos amorosos, especialmente no caso da negligência emocional e abuso emocional. No entanto, fatores como a orientação sexual e o género não revelaram ter impacto. Contrariamente, a situação relacional e a duração do relacionamento influenciam de maneira significativa o estilo de vinculação evitante. |
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