Publicação
A desviância juvenil em família: O autocontrolo como mediador da relação entre o funcionamento familiar e o comportamento desviante dos adolescentes
| Resumo: | À semelhança da generalidade dos modelos teóricos criminológicos actuais, a Teoria Geral do Crime (Gottfredson & Hirschi, 1990) atribui grande importância ao contexto familiar, particularmente na promoção de autocontrolo nos seus elementos em desenvolvimento, característica aqui considerada como a premissa central da desviância juvenil. No entanto, a forma como a família se relaciona com o comportamento desviante é bastante discutível, se por um lado, autores como Olson (2000) descrevem uma relação curvilínea, outros têm vindo a demonstrar uma relação linear entre a desviância e, por exemplo, níveis mais baixos de coesão familiar (e.g. Minuchin, 1988). Assim, este trabalho foi realizado com o objectivo de explorar a relação entre o funcionamento familiar e a conduta desviante. Para tal, contámos com uma amostra constituída por 206 alunos de escolas da cidade de Lisboa, com idades compreendidas entre os 12 e 19 anos de idade, que responderam aos instrumentos, Escala de Avaliação da Flexibilidade e Coesão Familiar (FACES IV) (Olson, 2011), Escala de Autocontrolo (Fonseca, 2002a) e Escala de Comportamentos Desviantes (Sanches & Gouveia-Pereira, 2013). A análise dos resultados demonstrou uma relação linear entre o funcionamento familiar e a desviância juvenil, mais recorrente em relacionamentos familiares com níveis extremamente baixos de coesão familiar e extremamente elevados de flexibilidade familiar. Mas, por outro lado, o funcionamento familiar relacionou-se de forma curvilínea com o autocontrolo. Além disto, pudemos ainda verificar a presença de um modelo de mediação, em que o efeito do funcionamento familiar no comportamento desviante juvenil estava mediado pelo autocontrolo dos jovens. As limitações e implicações deste trabalho são debatidas. |
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| Autores principais: | Gomes, Hugo Miguel dos Santos |
| Assunto: | Modelo circumplexo Coesão familiar Flexibilidade familiar Autocontrolo Desviância juvenil Circumplex model Family cohesion Family flexibility Self-control Juvenile deviance |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | À semelhança da generalidade dos modelos teóricos criminológicos actuais, a Teoria Geral do Crime (Gottfredson & Hirschi, 1990) atribui grande importância ao contexto familiar, particularmente na promoção de autocontrolo nos seus elementos em desenvolvimento, característica aqui considerada como a premissa central da desviância juvenil. No entanto, a forma como a família se relaciona com o comportamento desviante é bastante discutível, se por um lado, autores como Olson (2000) descrevem uma relação curvilínea, outros têm vindo a demonstrar uma relação linear entre a desviância e, por exemplo, níveis mais baixos de coesão familiar (e.g. Minuchin, 1988). Assim, este trabalho foi realizado com o objectivo de explorar a relação entre o funcionamento familiar e a conduta desviante. Para tal, contámos com uma amostra constituída por 206 alunos de escolas da cidade de Lisboa, com idades compreendidas entre os 12 e 19 anos de idade, que responderam aos instrumentos, Escala de Avaliação da Flexibilidade e Coesão Familiar (FACES IV) (Olson, 2011), Escala de Autocontrolo (Fonseca, 2002a) e Escala de Comportamentos Desviantes (Sanches & Gouveia-Pereira, 2013). A análise dos resultados demonstrou uma relação linear entre o funcionamento familiar e a desviância juvenil, mais recorrente em relacionamentos familiares com níveis extremamente baixos de coesão familiar e extremamente elevados de flexibilidade familiar. Mas, por outro lado, o funcionamento familiar relacionou-se de forma curvilínea com o autocontrolo. Além disto, pudemos ainda verificar a presença de um modelo de mediação, em que o efeito do funcionamento familiar no comportamento desviante juvenil estava mediado pelo autocontrolo dos jovens. As limitações e implicações deste trabalho são debatidas. |
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