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Lutos gestacional e neonatal: Vivência subjectiva materna da perda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A perda de um filho é sempre um traumatismo ligado à perda de um objecto de amor em pleno investimento narcísico e libidinal (Keating & Seabra, 1994). Actualmente não existem estudos específicos acerca das vivências psicológicas de mulheres que tenham sofrido várias perdas perinatais. Assim, o objectivo principal deste estudo é o de conhecer, descrever e compreender o processo e o trabalho de luto em casos de perda perinatal e o objectivo específico prende-se com uma compreensão mais profunda acerca da experiência subjectiva de uma mãe que sofreu diversas perdas perinatais. Método: Abordagem qualitativa, de tipo estudo de caso e com carácter exploratório; foi obtida uma amostra intencional e de conveniência, constituída por um único sujeito, do sexo feminino. Recorreu-se a uma Entrevista não-directiva, à técnica projectiva de Rorschach, ao Inventário de Desenvolvimento Pós-Traumático e à Escala de Luto Perinatal. Resultados: Foram descritos sentimentos de choque, aturdimento, culpa, solidão, desamparo, injustiça e isolamento ao longo do seu processo. Apesar disso, o suporte conjugal revelou-se eficaz. Foram notórias ainda dificuldades nas estratégias de Coping para lidar com as perdas, dificuldades identitárias e a existência de um núcleo depressivo associado a sentimentos de tristeza e vazio. Conclusão: A emergência de cargas fantasmáticas relacionadas com a prematuridade e com as perdas fazem com que os mecanismos de defesa estejam cada vez mais fracos. Assim, torna-se fundamental “agarrar” esta mulher e ajudá-la a criar novas estratégias eficazes para integrar todos os aspectos da sua vida e para que encontre o equilíbrio emocional.
Autores principais:Tavares, Ana Catarina da Silva
Assunto:Perdas Luto perinatal Vivências subjectivas Losses Perinatal grieving Subjective experiences
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Introdução: A perda de um filho é sempre um traumatismo ligado à perda de um objecto de amor em pleno investimento narcísico e libidinal (Keating & Seabra, 1994). Actualmente não existem estudos específicos acerca das vivências psicológicas de mulheres que tenham sofrido várias perdas perinatais. Assim, o objectivo principal deste estudo é o de conhecer, descrever e compreender o processo e o trabalho de luto em casos de perda perinatal e o objectivo específico prende-se com uma compreensão mais profunda acerca da experiência subjectiva de uma mãe que sofreu diversas perdas perinatais. Método: Abordagem qualitativa, de tipo estudo de caso e com carácter exploratório; foi obtida uma amostra intencional e de conveniência, constituída por um único sujeito, do sexo feminino. Recorreu-se a uma Entrevista não-directiva, à técnica projectiva de Rorschach, ao Inventário de Desenvolvimento Pós-Traumático e à Escala de Luto Perinatal. Resultados: Foram descritos sentimentos de choque, aturdimento, culpa, solidão, desamparo, injustiça e isolamento ao longo do seu processo. Apesar disso, o suporte conjugal revelou-se eficaz. Foram notórias ainda dificuldades nas estratégias de Coping para lidar com as perdas, dificuldades identitárias e a existência de um núcleo depressivo associado a sentimentos de tristeza e vazio. Conclusão: A emergência de cargas fantasmáticas relacionadas com a prematuridade e com as perdas fazem com que os mecanismos de defesa estejam cada vez mais fracos. Assim, torna-se fundamental “agarrar” esta mulher e ajudá-la a criar novas estratégias eficazes para integrar todos os aspectos da sua vida e para que encontre o equilíbrio emocional.