Publicação
A família e o processo de reclusão de mulheres portuguesas
| Resumo: | O contexto prisional é considerado um dos cenários mais propícios ao desenvolvimento de perturbações mentais e de tentativas de suicídio na população reclusa feminina, sendo o afastamento da família um dos principais motivos. O presente estudo tem como objetivos compreender o impacto da família ao longo do processo de reclusão e entender a perspetiva futura destas mulheres a nível familiar. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, com recurso a uma entrevista semi-estruturada e ao Questionário Sociodemográfico e Jurídico-Penal, a 12 mulheres portuguesas com idades compreendidas entre os 33 e os 67 anos e que estão a cumprir pena nos Estabelecimentos Prisionais de Tires e de Santa Cruz do Bispo Feminino. Para a análise de dados recorreu-se a uma análise de conteúdo. Os resultados mostram que a família assume um papel de destaque ao longo de todo o processo de reclusão, atuando como uma fonte de motivação para a mudança do comportamento criminal, e de força e esperança para suportar a vivência prisional e de perspetivar um futuro em liberdade mais otimista, estando associada a uma diminuição da reincidência. O contacto com a família, essencialmente nas visitas, é considerado por estas mulheres como indispensável à manutenção dos laços afetivos familiares, ao seu bem-estar e dos seus, contudo, são constatados diversos obstáculos a este nível, de caráter logístico e/ou económico, ou do próprio staff prisional. Concluímos o estudo com sugestões para estudos futuros e implementação de práticas no sistema prisional. |
|---|---|
| Autores principais: | Carmo, Ana Vidal de Carvalho do |
| Assunto: | Contexto prisional Mulheres reclusas Papel da família Diminuição da reincidência Visitas Prison setting Female inmates Role of the Family Reduction of recidivism Visits |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O contexto prisional é considerado um dos cenários mais propícios ao desenvolvimento de perturbações mentais e de tentativas de suicídio na população reclusa feminina, sendo o afastamento da família um dos principais motivos. O presente estudo tem como objetivos compreender o impacto da família ao longo do processo de reclusão e entender a perspetiva futura destas mulheres a nível familiar. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, com recurso a uma entrevista semi-estruturada e ao Questionário Sociodemográfico e Jurídico-Penal, a 12 mulheres portuguesas com idades compreendidas entre os 33 e os 67 anos e que estão a cumprir pena nos Estabelecimentos Prisionais de Tires e de Santa Cruz do Bispo Feminino. Para a análise de dados recorreu-se a uma análise de conteúdo. Os resultados mostram que a família assume um papel de destaque ao longo de todo o processo de reclusão, atuando como uma fonte de motivação para a mudança do comportamento criminal, e de força e esperança para suportar a vivência prisional e de perspetivar um futuro em liberdade mais otimista, estando associada a uma diminuição da reincidência. O contacto com a família, essencialmente nas visitas, é considerado por estas mulheres como indispensável à manutenção dos laços afetivos familiares, ao seu bem-estar e dos seus, contudo, são constatados diversos obstáculos a este nível, de caráter logístico e/ou económico, ou do próprio staff prisional. Concluímos o estudo com sugestões para estudos futuros e implementação de práticas no sistema prisional. |
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