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Adição às Redes Sociais, Solidão e Solitude

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o desenvolvimento das redes sociais, estas tornaram-se parte do nosso dia-a-dia. O presente estudo tem como objetivo averiguar se a adição às redes sociais, a solidão e a solitude se correlacionam entre si e estabelecer um modelo preditor da solidão. A amostra deste estudo foi constituída por 319 participantes (258 mulheres, 60 homens e 1 não respondeu), com idades compreendidas entre os 18 e os 77 (M=29,59; DP=13,29). Utilizou-se um questionário sociodemográfico, a tradução do Positive Solitude Scale, o University of California Loneliness Scale (UCLA), uma escala de satisfação com os relacionamentos pessoais e o Internet Addiction Test (IAT) adaptado às redes sociais. Os resultados mostraram uma correlação significativa e positiva entre a solidão e a adição às redes sociais (r = 0,34, p < 0,001), correlações não significativa entre solidão e solitude (r = 0,00; p = 0,994) e entre adição às redes sociais e a solitude (r = -0,02, p = 0,687). O modelo preditor da solidão mostrou que esta última é predita independentemente pela adição às redes sociais, ser homem, ser mais velho e insatisfação com os amigos, com a família e com a vida sexual. Para além disso, a relação entre a solidão e a adição às redes sociais é mediada pela insatisfação com as relações com os amigos, família e vida sexual, mas não pela solitude. Para concluir, este estudo corrobora a correlação significativa entre a solidão às redes sociais, evidenciada pela literatura.
Autores principais:Ferreira, José Luís Pena
Assunto:Adição às redes sociais Solidão Solitude Relações pessoais Addiction to social networks Loneliness Solitude Personal relationships
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Com o desenvolvimento das redes sociais, estas tornaram-se parte do nosso dia-a-dia. O presente estudo tem como objetivo averiguar se a adição às redes sociais, a solidão e a solitude se correlacionam entre si e estabelecer um modelo preditor da solidão. A amostra deste estudo foi constituída por 319 participantes (258 mulheres, 60 homens e 1 não respondeu), com idades compreendidas entre os 18 e os 77 (M=29,59; DP=13,29). Utilizou-se um questionário sociodemográfico, a tradução do Positive Solitude Scale, o University of California Loneliness Scale (UCLA), uma escala de satisfação com os relacionamentos pessoais e o Internet Addiction Test (IAT) adaptado às redes sociais. Os resultados mostraram uma correlação significativa e positiva entre a solidão e a adição às redes sociais (r = 0,34, p < 0,001), correlações não significativa entre solidão e solitude (r = 0,00; p = 0,994) e entre adição às redes sociais e a solitude (r = -0,02, p = 0,687). O modelo preditor da solidão mostrou que esta última é predita independentemente pela adição às redes sociais, ser homem, ser mais velho e insatisfação com os amigos, com a família e com a vida sexual. Para além disso, a relação entre a solidão e a adição às redes sociais é mediada pela insatisfação com as relações com os amigos, família e vida sexual, mas não pela solitude. Para concluir, este estudo corrobora a correlação significativa entre a solidão às redes sociais, evidenciada pela literatura.