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Efeito dos videojogos no desempenho das funções executivas em adolescentes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, os videojogos assumem um papel central no quotidiano dos jovens, pelo que compreender os seus efeitos cognitivos tornou-se uma questão com relevância social e científica. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos dos videojogos articularmente nas funções executivas de adolescentes, uma fase marcada por grande plasticidade cognitiva e vulnerabilidade a influências externas. Dado que os videojogos englobam diversos géneros com características e possíveis impactos cognitivos distintos, compreender a sua influência neste período do desenvolvimento pode dar um contributo para políticas educativas e de saúde pública. A amostra foi constituída por 65 adolescentes (30 do sexo feminino e 35 do sexo masculino), com idades entre os 15 e os 17 anos (M=15.0; DP=0.61). Os participantes responderam a um questionário sobre hábitos de jogo e realizaram testes de avaliação das funções executivas e da inteligência geral, incluindo o Go/No-go, N-back 2, Trail Making Test (D-KEFS) e Matrizes Progressivas de Raven. Os resultados não revelaram diferenças significativas entre o tempo total de jogo e as funções executivas, nem entre os diferentes géneros de videojogos e essas funções, exceto na relação entre o género Sports/Driving e o tempo de reação na tarefa de Go. Ainda assim, observaram-se tendências exploratórias, com uma associação positiva entre o género Turn-Based Non-Action RPG/Fantasy e o D’, e uma negativa entre o género First/Third Person Shooter e o custo de alternância no TMT. Os resultados apontam para a ausência de efeito dos videojogos nas funções executivas, embora revelem uma possível direção de efeito que merece ser aprofundada. Observa-se efeitos negativos do género Sports/Driving na inibição sendo esta uma descoberta pouco explorada. No geral, os efeitos dos videojogos variam conforme o contexto, o tempo e os jogadores.
Autores principais:Maganão, Nuno Filipe Henriques
Assunto:Videojogos Género de jogo Cognição Funções executivas Adolescentes Video games Game genre Cognition Executive functions Adolescents
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Atualmente, os videojogos assumem um papel central no quotidiano dos jovens, pelo que compreender os seus efeitos cognitivos tornou-se uma questão com relevância social e científica. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos dos videojogos articularmente nas funções executivas de adolescentes, uma fase marcada por grande plasticidade cognitiva e vulnerabilidade a influências externas. Dado que os videojogos englobam diversos géneros com características e possíveis impactos cognitivos distintos, compreender a sua influência neste período do desenvolvimento pode dar um contributo para políticas educativas e de saúde pública. A amostra foi constituída por 65 adolescentes (30 do sexo feminino e 35 do sexo masculino), com idades entre os 15 e os 17 anos (M=15.0; DP=0.61). Os participantes responderam a um questionário sobre hábitos de jogo e realizaram testes de avaliação das funções executivas e da inteligência geral, incluindo o Go/No-go, N-back 2, Trail Making Test (D-KEFS) e Matrizes Progressivas de Raven. Os resultados não revelaram diferenças significativas entre o tempo total de jogo e as funções executivas, nem entre os diferentes géneros de videojogos e essas funções, exceto na relação entre o género Sports/Driving e o tempo de reação na tarefa de Go. Ainda assim, observaram-se tendências exploratórias, com uma associação positiva entre o género Turn-Based Non-Action RPG/Fantasy e o D’, e uma negativa entre o género First/Third Person Shooter e o custo de alternância no TMT. Os resultados apontam para a ausência de efeito dos videojogos nas funções executivas, embora revelem uma possível direção de efeito que merece ser aprofundada. Observa-se efeitos negativos do género Sports/Driving na inibição sendo esta uma descoberta pouco explorada. No geral, os efeitos dos videojogos variam conforme o contexto, o tempo e os jogadores.