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Singularidades de género no padrão de expressão emocional em contexto e ativação das representações de vinculação na idade pré-escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho foca-se na compreensão das singularidades de género ao nível da expressão emocional, em contexto de ativação das representações de vinculação de crianças em idade pré-escolar. Segundo Bowlby (1969) uma vinculação segura promove a expressão de afetos positivos em diferentes contextos interpessoais e ao longo do desenvolvimento. A segurança da vinculação facilita a capacidade da criança expressar emoções e regular estados afetivos negativos (Oppenheim & Waters, 1995). Apesar desta íntima relação entre representações de vinculação (MID) e emoções, poucos estudos se debruçaram sobre o modo como as crianças expressam os seus estados afetivos em contexto de ativação das representações de vinculação. As marcadas variações individuais nos padrões de expressão emocional de rapazes e raparigas são social e culturalmente reforçadas (Fischer, Mosquera, Vianen, & Manstead, 2004). Através de um instrumento que permite aceder às representações de vinculação pela elicitação de narrativas – Attachment Story Completion Task (ASCT), foram recolhidas narrativas de 142 crianças (75 raparigas) com idades entre os 50 e os 80 meses, posteriormente cotadas segundo dois sistemas - segurança da vinculação e expressão emocional. Os resultados encontrados revelam que as raparigas apresentam valores médios de segurança mais elevados que os rapazes, confirmam a presença de padrões distintos de expressão e regulação emocional adotados por rapazes e raparigas nesta etapa desenvolvimental e demonstram a influência da qualidade das representações de vinculação na modulação da expressão emocional. A desarmonia que o desenvolvimento socio-emocional de rapazes e raparigas sofre neste período é discutida à luz da socialização dos papéis de género.
Autores principais:Guerreiro, Joana Alves dos Santos
Assunto:Representações de vinculação Epressão emocional Regulação emocional Pré-escolar Género Attachment representations Emotional expression Emotional regulation Preschool Gender
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O presente trabalho foca-se na compreensão das singularidades de género ao nível da expressão emocional, em contexto de ativação das representações de vinculação de crianças em idade pré-escolar. Segundo Bowlby (1969) uma vinculação segura promove a expressão de afetos positivos em diferentes contextos interpessoais e ao longo do desenvolvimento. A segurança da vinculação facilita a capacidade da criança expressar emoções e regular estados afetivos negativos (Oppenheim & Waters, 1995). Apesar desta íntima relação entre representações de vinculação (MID) e emoções, poucos estudos se debruçaram sobre o modo como as crianças expressam os seus estados afetivos em contexto de ativação das representações de vinculação. As marcadas variações individuais nos padrões de expressão emocional de rapazes e raparigas são social e culturalmente reforçadas (Fischer, Mosquera, Vianen, & Manstead, 2004). Através de um instrumento que permite aceder às representações de vinculação pela elicitação de narrativas – Attachment Story Completion Task (ASCT), foram recolhidas narrativas de 142 crianças (75 raparigas) com idades entre os 50 e os 80 meses, posteriormente cotadas segundo dois sistemas - segurança da vinculação e expressão emocional. Os resultados encontrados revelam que as raparigas apresentam valores médios de segurança mais elevados que os rapazes, confirmam a presença de padrões distintos de expressão e regulação emocional adotados por rapazes e raparigas nesta etapa desenvolvimental e demonstram a influência da qualidade das representações de vinculação na modulação da expressão emocional. A desarmonia que o desenvolvimento socio-emocional de rapazes e raparigas sofre neste período é discutida à luz da socialização dos papéis de género.