Publicação
A relação entre o funcionamento familiar, os estilos parentais e a violência filioparental
| Resumo: | A violência filioparental permanece em segredo na maioria das famílias, existindo, ainda assim, relatos de prevalências preocupantes. Logo, torna-se importante compreender a relação entre este fenómeno e variáveis familiares, nomeadamente, o funcionamento familiar e os estilos parentais, colmatando a falha existente na literatura. Posto isto, tentou-se perceber: (a) de que forma o género do agressor e o facto de terem sofrido alguma forma de vitimização (direta ou indireta) em casa se relaciona com a probabilidade de ocorrência de comportamentos agressivos contra os progenitores; e (b) como é que o funcionamento familiar e os estilos parentais podem aumentar a probabilidade de violência filioparental (física e psicológica). A amostra é composta por 145 adolescentes, 91 raparigas e 54 rapazes, de uma escola pública de Alverca, com idades entre os 15 e os 19 anos, assim como, 128 encarregados de educação, 79 mães e 49 pais, com idades entre os 34 e os 63 anos. Aos adolescentes foi pedido que respondem-se à Escala de Coesão e Flexibilidade Familiar (FACES-IV) (Olson, 2011) e ao Questionário de Agressão Parental (CPAQ) (Calvete et al., 2013), enquanto que os pais responderam ao FACES-IV e ao Questionário de Estilos e Dimensões Parentais (PSDQ) (Miguel, Valentim & Carugati, 2013). A análise dos resultados demonstrou a influência da vitimização direta e de estilos parentais autoritários e permissivos no aumento da probabilidade de ocorrência de violência filioparental, verificando-se igualmente que sistemas familiares caóticos e rígidos juntamente com os estilos parentais referidos podem influenciar também os níveis de comportamentos violentos desta natureza. |
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| Autores principais: | Santos, Catarina Isabel Neves dos |
| Assunto: | Adolescência Violência filioparental Funcionamento familiar Estilos parentais Adolescence Family functioning Child-to-parents violence Parenting styles |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A violência filioparental permanece em segredo na maioria das famílias, existindo, ainda assim, relatos de prevalências preocupantes. Logo, torna-se importante compreender a relação entre este fenómeno e variáveis familiares, nomeadamente, o funcionamento familiar e os estilos parentais, colmatando a falha existente na literatura. Posto isto, tentou-se perceber: (a) de que forma o género do agressor e o facto de terem sofrido alguma forma de vitimização (direta ou indireta) em casa se relaciona com a probabilidade de ocorrência de comportamentos agressivos contra os progenitores; e (b) como é que o funcionamento familiar e os estilos parentais podem aumentar a probabilidade de violência filioparental (física e psicológica). A amostra é composta por 145 adolescentes, 91 raparigas e 54 rapazes, de uma escola pública de Alverca, com idades entre os 15 e os 19 anos, assim como, 128 encarregados de educação, 79 mães e 49 pais, com idades entre os 34 e os 63 anos. Aos adolescentes foi pedido que respondem-se à Escala de Coesão e Flexibilidade Familiar (FACES-IV) (Olson, 2011) e ao Questionário de Agressão Parental (CPAQ) (Calvete et al., 2013), enquanto que os pais responderam ao FACES-IV e ao Questionário de Estilos e Dimensões Parentais (PSDQ) (Miguel, Valentim & Carugati, 2013). A análise dos resultados demonstrou a influência da vitimização direta e de estilos parentais autoritários e permissivos no aumento da probabilidade de ocorrência de violência filioparental, verificando-se igualmente que sistemas familiares caóticos e rígidos juntamente com os estilos parentais referidos podem influenciar também os níveis de comportamentos violentos desta natureza. |
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