Publicação
Adversidades na infância, stress pós-traumático, desregulação emocional, empatia e desenvolvimento moral: comparação numa amostra feminina em meio livre e em meio prisional
| Resumo: | O número de reclusas nos sistemas prisionais em Portugal tem vindo a aumentar desde 2010. Perceber quais os fatores que levam as pessoas a cometer um crime, poderá servir para desenvolver programas de intervenção e por sua vez baixar os números da reincidência. Esta investigação pretende perceber se existem diferenças entre uma amostra de reclusas e uma amostra em meio livre feminina, em alguns fatores designadamente, Adversidades na Infância, no Stress Pós-Traumático, na Desregulação Emocional, na Empatia e no Desenvolvimento Moral, por serem alguns dos quais a literatura indica como preditores do crime, e o objeto de estudo desta investigação. O estudo é do tipo transversal, realizado no ano 2019 a uma amostra de reclusas de 70 mulheres, com trânsito em julgado recluídas no Estabelecimento Prisional de Tires, comparativamente com uma amostra em meio livre de 156 mulheres. Ambas amostras apresentam como critério de inclusão, nacionalidade Portuguesa, mais de 18 anos de idade e pelo menos o 4º ano de escolaridade. Os resultados revelam que a amostra em meio prisional apresenta maior número de adversidades na infância e de diagnósticos de Stress Pós-Traumático, menor nível de empatia e menor nível de desenvolvimento moral, quando comparadas com a amostra em meio livre. Não foram encontradas diferenças significativas para a desregulação emocional. Os resultados da investigação mostram-se pertinentes para o estudo da criminalidade, confirmam dados de estudos empíricos recentes, e contribuem para o desenvolvimento de programas de prevenção e de intervenção que visem diminuir a taxa de criminalidade em Portugal. |
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| Autores principais: | Grosso, Catarina Araújo Crispim |
| Assunto: | Adversidades na infância Stress Pós-Traumático, Empatia Desenvolvimento moral Reclusas Childhood adversity Post traumatic stress disorder Empathy Moral Development Inmates |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O número de reclusas nos sistemas prisionais em Portugal tem vindo a aumentar desde 2010. Perceber quais os fatores que levam as pessoas a cometer um crime, poderá servir para desenvolver programas de intervenção e por sua vez baixar os números da reincidência. Esta investigação pretende perceber se existem diferenças entre uma amostra de reclusas e uma amostra em meio livre feminina, em alguns fatores designadamente, Adversidades na Infância, no Stress Pós-Traumático, na Desregulação Emocional, na Empatia e no Desenvolvimento Moral, por serem alguns dos quais a literatura indica como preditores do crime, e o objeto de estudo desta investigação. O estudo é do tipo transversal, realizado no ano 2019 a uma amostra de reclusas de 70 mulheres, com trânsito em julgado recluídas no Estabelecimento Prisional de Tires, comparativamente com uma amostra em meio livre de 156 mulheres. Ambas amostras apresentam como critério de inclusão, nacionalidade Portuguesa, mais de 18 anos de idade e pelo menos o 4º ano de escolaridade. Os resultados revelam que a amostra em meio prisional apresenta maior número de adversidades na infância e de diagnósticos de Stress Pós-Traumático, menor nível de empatia e menor nível de desenvolvimento moral, quando comparadas com a amostra em meio livre. Não foram encontradas diferenças significativas para a desregulação emocional. Os resultados da investigação mostram-se pertinentes para o estudo da criminalidade, confirmam dados de estudos empíricos recentes, e contribuem para o desenvolvimento de programas de prevenção e de intervenção que visem diminuir a taxa de criminalidade em Portugal. |
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