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Shame if you do, shame if you don’t: estereótipos de género e atitudes face à amamentação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Problema: Refletir o impacto do exercício da amamentação para a saúde mental da mulher, nomeadamente procurando compreender a influência dos estereótipos de género nas questões da maternidade. Objetivo: Investigar se quem tem estereótipos de género mais rígidos é também quem tem uma perspetiva de amamentação mais rígida, além de explorar relações com variáveis sociodemográficas e socioclínicas. Método: 1227 mulheres entre 19 e 49 anos (M=33.0; DP=4.87). Estado civil: 121 solteiras, 482 união de facto, 610 casadas, 13 divorciadas e uma viúva. Habilitações literárias: 38 ensino básico e 345 ensino secundário e em ensino superior 530 licenciaturas, 292 mestrados e 22 doutoramentos. Situação profissional: 15 estudantes, 47 regimes de baixa médica, 213 desempregadas e 952 empregados. A condição necessária à participação era nos últimos dois anos terem sido mães ou terem amamentado. Os instrumentos utilizados foram Questionário sociodemográfico e socioclínico, Questionário de Atitudes Face à Amamentação (QAFA) e o Ambivalent Sexism Inventory (ASI). Resultados: Associação positiva e significativa do QAFA com o ASI. O sexismo hostil encontra-se correlacionado positivamente com “Obrigações” e Limitações” e o sexismo benévolo com “Benefícios”, “Obrigações” e “Limitações”. As mulheres divorciadas, em regime de baixa médica e com o ensino básico apresentam tendência para atitudes mais favoráveis à amamentação e as solteiras, em regime de baixa médica e doutoramento exibem inclinação para mais sexismo. Discussão: Quanto mais favoráveis as atitudes face à amamentação, maiores os níveis de sexismo. Apesar de não serem encontradas diferenças significativas com as variáveis sociodemográficas e socioclínicas as propensões permitem uma reflexão
Autores principais:Branco, Rita Moisés da Silva
Assunto:Amamentação Atitudes Estereótipos Género Breastfeeding Attitudes Stereotypes Gender
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Problema: Refletir o impacto do exercício da amamentação para a saúde mental da mulher, nomeadamente procurando compreender a influência dos estereótipos de género nas questões da maternidade. Objetivo: Investigar se quem tem estereótipos de género mais rígidos é também quem tem uma perspetiva de amamentação mais rígida, além de explorar relações com variáveis sociodemográficas e socioclínicas. Método: 1227 mulheres entre 19 e 49 anos (M=33.0; DP=4.87). Estado civil: 121 solteiras, 482 união de facto, 610 casadas, 13 divorciadas e uma viúva. Habilitações literárias: 38 ensino básico e 345 ensino secundário e em ensino superior 530 licenciaturas, 292 mestrados e 22 doutoramentos. Situação profissional: 15 estudantes, 47 regimes de baixa médica, 213 desempregadas e 952 empregados. A condição necessária à participação era nos últimos dois anos terem sido mães ou terem amamentado. Os instrumentos utilizados foram Questionário sociodemográfico e socioclínico, Questionário de Atitudes Face à Amamentação (QAFA) e o Ambivalent Sexism Inventory (ASI). Resultados: Associação positiva e significativa do QAFA com o ASI. O sexismo hostil encontra-se correlacionado positivamente com “Obrigações” e Limitações” e o sexismo benévolo com “Benefícios”, “Obrigações” e “Limitações”. As mulheres divorciadas, em regime de baixa médica e com o ensino básico apresentam tendência para atitudes mais favoráveis à amamentação e as solteiras, em regime de baixa médica e doutoramento exibem inclinação para mais sexismo. Discussão: Quanto mais favoráveis as atitudes face à amamentação, maiores os níveis de sexismo. Apesar de não serem encontradas diferenças significativas com as variáveis sociodemográficas e socioclínicas as propensões permitem uma reflexão