Publicação

Stressores e resiliência na transição para a parentalidade adotiva

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: As contínuas mudanças socio-legais vieram permitir a visibilidade das novas famílias, nomeadamente das famílias adotivas LGB.A alterações legislativas no que respeita à adoção tiveram um forte impacto nesse sentido. O aumento da infertilidade e a possibilidade de construção familiar através de adoção, tornam necessário um olhar mais atento e a exploração do percurso destas famílias na transição para a parentalidade. Objetivos: 1) explorar as adversidades encontradas pelas famílias adotivas, de diferentes constituições familiares, durante a transição para a parentalidade; 2) explorar as estratégias de resiliência que estas famílias arranjaram para fazer face às adversidades encontradas durante a transição para a parentalidade. Método: A amostra é composta por seis famílias adotivas portuguesas (4 famílias hétero e 2 famílias LGB), que construíram a parentalidade via adoção, com uma idade entre os 31 e 46 anos de idade (M=41; DP= 5,066). As entrevistas semiestruturadas foram realizadas online e analisadas a partir da análise temática reflexiva de Braun e Clarke. Resultados: Os resultados revelaram a existência de adversidades comuns e especificas durante a transição para a parentalidade e que, nas estratégias de resiliência, as famílias recorreram à resiliência familiar e à resiliência comunitária, quando a resiliência familiar se mostrava insuficiente. Conclusão: As adversidades comuns e especificas, assim como, os mecanismos de defesa a que as famílias recorreram, vão ao encontro com o que a literatura descreve. Contudo há uma adversidade recorrente que é a insuficiência por parte equipas de adoção para atender às necessidades das famílias adotivas e às suas especificidades
Autores principais:Alves, N´Talani Tomazia David Cordeiro
Assunto:Famílias adotivas Famílias LGB Adversidade Resiliência familiar Resiliência comunitária Adoptive families LGB families Adversity Family resilience Community resilience
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Enquadramento: As contínuas mudanças socio-legais vieram permitir a visibilidade das novas famílias, nomeadamente das famílias adotivas LGB.A alterações legislativas no que respeita à adoção tiveram um forte impacto nesse sentido. O aumento da infertilidade e a possibilidade de construção familiar através de adoção, tornam necessário um olhar mais atento e a exploração do percurso destas famílias na transição para a parentalidade. Objetivos: 1) explorar as adversidades encontradas pelas famílias adotivas, de diferentes constituições familiares, durante a transição para a parentalidade; 2) explorar as estratégias de resiliência que estas famílias arranjaram para fazer face às adversidades encontradas durante a transição para a parentalidade. Método: A amostra é composta por seis famílias adotivas portuguesas (4 famílias hétero e 2 famílias LGB), que construíram a parentalidade via adoção, com uma idade entre os 31 e 46 anos de idade (M=41; DP= 5,066). As entrevistas semiestruturadas foram realizadas online e analisadas a partir da análise temática reflexiva de Braun e Clarke. Resultados: Os resultados revelaram a existência de adversidades comuns e especificas durante a transição para a parentalidade e que, nas estratégias de resiliência, as famílias recorreram à resiliência familiar e à resiliência comunitária, quando a resiliência familiar se mostrava insuficiente. Conclusão: As adversidades comuns e especificas, assim como, os mecanismos de defesa a que as famílias recorreram, vão ao encontro com o que a literatura descreve. Contudo há uma adversidade recorrente que é a insuficiência por parte equipas de adoção para atender às necessidades das famílias adotivas e às suas especificidades