Publicação
Em busca do tempo perdido : exploração da utilização de expressões temporais em entrevistas forenses com crianças em idade pré-escolar
| Resumo: | Foram realizadas entrevistas forenses que seguiam o protocolo do National Institute of Child and Human Development (NICHD) a 100 crianças em idade pré-escolar alegadamente vítimas de abuso, com o objetivo de averiguar a utilização de linguagem temporal no decorrer da entrevista. As entrevistas foram analisadas segundo um sistema de codificação temporal e os resultados sugerem diferenças tanto na frequência da utilização de expressões temporais, como no número de detalhes fornecidos pelas crianças, em função do género, da idade, do tipo de abuso e do tipo de questão colocada. Os resultados evidenciaram que as crianças que sofreram de abuso sexual utilizaram mais expressões e detalhes temporais nos seus relatos. Este resultado verificou-se também em relação à idade e ao género; ou seja, as raparigas e as crianças mais velhas utilizaram mais expressões temporais e forneceram mais detalhes do que os rapazes e as crianças mais novas. Além disso, concluímos que as questões abertas devem ser sempre privilegiadas, uma vez que fomentaram o relato de mais expressões temporais e linguagem episódica. |
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| Autores principais: | Lopes, Carlota Tavares de Sena |
| Assunto: | Vítimas Entrevista forense Pré escolar Tempo Victims Forensic Interviews Preschoolers Temporal |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Foram realizadas entrevistas forenses que seguiam o protocolo do National Institute of Child and Human Development (NICHD) a 100 crianças em idade pré-escolar alegadamente vítimas de abuso, com o objetivo de averiguar a utilização de linguagem temporal no decorrer da entrevista. As entrevistas foram analisadas segundo um sistema de codificação temporal e os resultados sugerem diferenças tanto na frequência da utilização de expressões temporais, como no número de detalhes fornecidos pelas crianças, em função do género, da idade, do tipo de abuso e do tipo de questão colocada. Os resultados evidenciaram que as crianças que sofreram de abuso sexual utilizaram mais expressões e detalhes temporais nos seus relatos. Este resultado verificou-se também em relação à idade e ao género; ou seja, as raparigas e as crianças mais velhas utilizaram mais expressões temporais e forneceram mais detalhes do que os rapazes e as crianças mais novas. Além disso, concluímos que as questões abertas devem ser sempre privilegiadas, uma vez que fomentaram o relato de mais expressões temporais e linguagem episódica. |
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