Publicação

Memórias autobiográficas da resistência antifascista portuguesa: Ex-Presos Políticos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O Estado Novo tem sido alvo de inúmeros estudos por parte de historiadores, pois trata-se de um período que marcou a sociedade portuguesa. Os ex-presos políticos trazem consigo cicatrizes da ditadura fascista que ainda hoje estão presentes no seu dia-a-dia. O presente estudo propõe-se a investigar a evocação de memórias autobiográficas dos ex-presos políticos da ditadura fascista, em Portugal, relacionando-as com os processos emocionais subjacentes à experiência de cárcere político. Foram aplicadas as escalas clinicas: Inventário de Depressão de Beck (BDI), Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI), Inventário de Ansiedade Estado e Traço (STAI-Y), Nova Escala Multidimensional de Depressão (NMDAS) e a tarefa experimental - Tarefa de Memória Autobiográfica. A amostra é constituída por 17 sujeitos, 4 do género feminino e 13 do género masculino. A conclusão mais notável deste estudo é que a temática Prisão surge com maior frequência do que qualquer outra, independentemente da valência emocional da palavra estímulo. É igualmente o tema que surge mais vezes em mais de 50% das palavras da Tarefa de Memória Autobiográfica.
Autores principais:Sousa , Inês Mesquita de
Assunto:Memória autobiográfica Emoções Tortura Ex-presos políticos Autobiographical memory Emotions Torture Political ex-prisoners
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O Estado Novo tem sido alvo de inúmeros estudos por parte de historiadores, pois trata-se de um período que marcou a sociedade portuguesa. Os ex-presos políticos trazem consigo cicatrizes da ditadura fascista que ainda hoje estão presentes no seu dia-a-dia. O presente estudo propõe-se a investigar a evocação de memórias autobiográficas dos ex-presos políticos da ditadura fascista, em Portugal, relacionando-as com os processos emocionais subjacentes à experiência de cárcere político. Foram aplicadas as escalas clinicas: Inventário de Depressão de Beck (BDI), Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI), Inventário de Ansiedade Estado e Traço (STAI-Y), Nova Escala Multidimensional de Depressão (NMDAS) e a tarefa experimental - Tarefa de Memória Autobiográfica. A amostra é constituída por 17 sujeitos, 4 do género feminino e 13 do género masculino. A conclusão mais notável deste estudo é que a temática Prisão surge com maior frequência do que qualquer outra, independentemente da valência emocional da palavra estímulo. É igualmente o tema que surge mais vezes em mais de 50% das palavras da Tarefa de Memória Autobiográfica.