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Autocontrolo e psicopatia numa amostra de mulheres condenadas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar do aumento do estudo em torno de mulheres e do cometimento de crimes pelas mesmas, esta linha de investigação continua, no geral, a ser parca. Igualmente, o autocontrolo e a psicopatia têm vindo a ser amplamente estudadas em populações recluídas, apesar de haver uma presença mais notória de estudos que abordam o sexo masculino do que o feminino. Assim, o presente estudo visa averiguar os níveis de psicopatia e autocontrolo, bem como relacioná-los com outros dados determinantes, nomeadamente o historial de consumo de substâncias e o cometimento ou não de crimes violentos, numa amostra feminina recluída em Portugal. Para tal, contámos com uma amostra de 94 mulheres recluídas nos estabelecimentos prisionais de Odemira, Tires e Santa Cruz do Bispo, que responderam a um questionário sociodemográfico, bem como à “Escala de Desejabilidade Social de 20 Itens”, à “Escala Breve de Autocontrolo” e ao Levenson Self-Report Psychopathy Scale – VP. Verificámos, para além de níveis médios de autocontrolo, que participantes com consumos apresentavam níveis mais baixos neste construto. Encontrámos também diferenças significativas de autocontrolo entre mulheres que cometeram o crime de homicídio e que não o cometeram, tendo, as que cometeram este crime, apresentado níveis mais altos neste construto. No que toca à psicopatia, para além de pontuações acima da média, encontrámos diferenças significativas no Fator 2 da escala entre mulheres que reportaram o cometimento de homicídio vs o não cometimento do mesmo. Ainda, encontrámos uma associação negativa e significativa entre o autocontrolo e a psicopatia. Finalmente, a psicopatia constituiu-se um preditor do autocontrolo.
Autores principais:Silva, Emma de Thouars da
Assunto:Criminalidade Feminina Autocontrolo Psicopatia Female Criminality Self-Control Psychopathy
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Apesar do aumento do estudo em torno de mulheres e do cometimento de crimes pelas mesmas, esta linha de investigação continua, no geral, a ser parca. Igualmente, o autocontrolo e a psicopatia têm vindo a ser amplamente estudadas em populações recluídas, apesar de haver uma presença mais notória de estudos que abordam o sexo masculino do que o feminino. Assim, o presente estudo visa averiguar os níveis de psicopatia e autocontrolo, bem como relacioná-los com outros dados determinantes, nomeadamente o historial de consumo de substâncias e o cometimento ou não de crimes violentos, numa amostra feminina recluída em Portugal. Para tal, contámos com uma amostra de 94 mulheres recluídas nos estabelecimentos prisionais de Odemira, Tires e Santa Cruz do Bispo, que responderam a um questionário sociodemográfico, bem como à “Escala de Desejabilidade Social de 20 Itens”, à “Escala Breve de Autocontrolo” e ao Levenson Self-Report Psychopathy Scale – VP. Verificámos, para além de níveis médios de autocontrolo, que participantes com consumos apresentavam níveis mais baixos neste construto. Encontrámos também diferenças significativas de autocontrolo entre mulheres que cometeram o crime de homicídio e que não o cometeram, tendo, as que cometeram este crime, apresentado níveis mais altos neste construto. No que toca à psicopatia, para além de pontuações acima da média, encontrámos diferenças significativas no Fator 2 da escala entre mulheres que reportaram o cometimento de homicídio vs o não cometimento do mesmo. Ainda, encontrámos uma associação negativa e significativa entre o autocontrolo e a psicopatia. Finalmente, a psicopatia constituiu-se um preditor do autocontrolo.