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Cicatrizes invisíveis: Perceção de discriminação e Saúde mental em ex-reclusos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Vários estudos mostram que os ex-reclusos experienciam níveis mais altos de discriminação em diversas áreas, do que a população geral, o que pode originar um impacto significativo na vida dos mesmos. A presente dissertação pretende examinar as diferenças entre um grupo de ex-reclusos e um grupo da população geral com características similares, em relação à discriminação percecionada e a indicadores de sofrimento psicológico. Na segunda parte do estudo serão analisadas as relações entre a discriminação percecionada, o sofrimento psicológico e os comportamentos autolesivos, no grupo de ex-reclusos. A amostra é composta por 34 indivíduos do sexo masculino, distribuídos por dois grupos: 17 ex-reclusos e 17 elementos da comunidade, com idades compreendidas entre os 30 e os 76 anos (M = 49.62; DP = 10,27) e com características etárias e étnicas similares. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, ao Questionário de Estigmatização e Discriminação sobre Ex-Reclusos, à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e ao Inventário de Comportamentos Autolesivos (ICAL). Os resultados não indicaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos na discriminação percecionada, contudo nas restantes variáveis, i.e., os comportamentos autolesivos e a sintomatologia psicopatológica, verificou-se diferenças entre os grupos, destacando-se níveis de ansiedade e comportamentos autolesivos superiores no grupo de ex-reclusos. As conclusões deste estudo reforçam a evidência de que a perceção de discriminação constitui um fator de risco relevante para a saúde mental dos ex-reclusos, em particular no aumento dos níveis de ansiedade e na maior prevalência de comportamentos autolesivos. Os resultados estão em linha com os estudos anteriores que apontam a discriminação como um fator de stress que agrava o sofrimento psicológico e conduz frequentemente ao recurso a estratégias de coping desadaptativas.
Autores principais:Santos, Telma Filipa Botelho Falcão dos
Assunto:Discriminação Ansiedade Depressão Stress Comportamentos autolesivos Discrimination Anxiety Depression Stress Self-Harm Behaviors
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Vários estudos mostram que os ex-reclusos experienciam níveis mais altos de discriminação em diversas áreas, do que a população geral, o que pode originar um impacto significativo na vida dos mesmos. A presente dissertação pretende examinar as diferenças entre um grupo de ex-reclusos e um grupo da população geral com características similares, em relação à discriminação percecionada e a indicadores de sofrimento psicológico. Na segunda parte do estudo serão analisadas as relações entre a discriminação percecionada, o sofrimento psicológico e os comportamentos autolesivos, no grupo de ex-reclusos. A amostra é composta por 34 indivíduos do sexo masculino, distribuídos por dois grupos: 17 ex-reclusos e 17 elementos da comunidade, com idades compreendidas entre os 30 e os 76 anos (M = 49.62; DP = 10,27) e com características etárias e étnicas similares. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, ao Questionário de Estigmatização e Discriminação sobre Ex-Reclusos, à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e ao Inventário de Comportamentos Autolesivos (ICAL). Os resultados não indicaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos na discriminação percecionada, contudo nas restantes variáveis, i.e., os comportamentos autolesivos e a sintomatologia psicopatológica, verificou-se diferenças entre os grupos, destacando-se níveis de ansiedade e comportamentos autolesivos superiores no grupo de ex-reclusos. As conclusões deste estudo reforçam a evidência de que a perceção de discriminação constitui um fator de risco relevante para a saúde mental dos ex-reclusos, em particular no aumento dos níveis de ansiedade e na maior prevalência de comportamentos autolesivos. Os resultados estão em linha com os estudos anteriores que apontam a discriminação como um fator de stress que agrava o sofrimento psicológico e conduz frequentemente ao recurso a estratégias de coping desadaptativas.