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Traço de ansiedade e rendimento desportivo: estudo longitudinal no futebol

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Resumo:Com o presente estudo longitudinal pretende-se verificar se existe uma possível relação entre o traço de ansiedade de atletas praticantes de futebol de competição (N = 38), pertencentes aos escalões Juniores (17, 18 e 19 anos), Juvenis (15 e 16 anos) e Iniciados (13 e 14 anos), sendo que, as idades desta amostra estão compreendidas entre os 14 e 17 anos (medido no inicio das épocas 07/08 e 08/09) e o seu rendimento desportivo, tendo este sido operacionalizado em jogadores Nacionais e Internacionais. Numa primeira fase achou-se pertinente iniciar este estudo por fazer uma pequena abordagem sobre Psicologia do Desporto, seguidamente foi realizada uma abordagem dos conceitos e posteriores modelos teóricos que os definem, permitindo assim uma perspectiva mais reflexiva e aprofundada deste tema. Posteriormente foram abordadas as medidas de avaliação da ansiedade, no sentido de perceber a evolução progressiva dos instrumentos de medida existentes. Neste estudo foi utilizado a “Sort Anxiety Scale – SAS”, um instrumento de avaliação multidimensional do traço de ansiedade competitiva desenvolvido por Smith, Smoll e Schultz (1990). Mais concretamente, a SAS pretende medir diferenças individuais no traço da Ansiedade Somática e em duas dimensões do traço da Ansiedade Cognitiva: Preocupação e Perturbação da Concentração. Os resultados do estudo permitem afirmar que as medidas do traço de ansiedade não se alteram significativamente ao longo das duas épocas, sendo expectável que isto não se verifique, constituindo-se assim como uma real medida-traço. Verificou-se também com os resultados obtidos, que os níveis de ansiedade traço experienciado pelos atletas tem uma relação negativa com a performance, isto é, atletas com valores mais elevados de traço de ansiedade alcançaram um rendimento desportivo inferior. Para terminar, foram apresentadas e discutidas as limitações do estudo, aplicação prática e investigação futura.
Autores principais:Afonso, Débora Ângela Marques
Assunto:Traço de ansiedade Rendimento desportivo Jovens futebolistas Trait anxiety Athletic performance Young footballers
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Com o presente estudo longitudinal pretende-se verificar se existe uma possível relação entre o traço de ansiedade de atletas praticantes de futebol de competição (N = 38), pertencentes aos escalões Juniores (17, 18 e 19 anos), Juvenis (15 e 16 anos) e Iniciados (13 e 14 anos), sendo que, as idades desta amostra estão compreendidas entre os 14 e 17 anos (medido no inicio das épocas 07/08 e 08/09) e o seu rendimento desportivo, tendo este sido operacionalizado em jogadores Nacionais e Internacionais. Numa primeira fase achou-se pertinente iniciar este estudo por fazer uma pequena abordagem sobre Psicologia do Desporto, seguidamente foi realizada uma abordagem dos conceitos e posteriores modelos teóricos que os definem, permitindo assim uma perspectiva mais reflexiva e aprofundada deste tema. Posteriormente foram abordadas as medidas de avaliação da ansiedade, no sentido de perceber a evolução progressiva dos instrumentos de medida existentes. Neste estudo foi utilizado a “Sort Anxiety Scale – SAS”, um instrumento de avaliação multidimensional do traço de ansiedade competitiva desenvolvido por Smith, Smoll e Schultz (1990). Mais concretamente, a SAS pretende medir diferenças individuais no traço da Ansiedade Somática e em duas dimensões do traço da Ansiedade Cognitiva: Preocupação e Perturbação da Concentração. Os resultados do estudo permitem afirmar que as medidas do traço de ansiedade não se alteram significativamente ao longo das duas épocas, sendo expectável que isto não se verifique, constituindo-se assim como uma real medida-traço. Verificou-se também com os resultados obtidos, que os níveis de ansiedade traço experienciado pelos atletas tem uma relação negativa com a performance, isto é, atletas com valores mais elevados de traço de ansiedade alcançaram um rendimento desportivo inferior. Para terminar, foram apresentadas e discutidas as limitações do estudo, aplicação prática e investigação futura.