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Autoestima e estratégias de regulação emocional em raparigas com PHDA: O papel da idade de diagnóstico

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Resumo:Problema: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é frequentemente subdiagnosticado em raparigas, o que pode atrasar o acesso a intervenções adequadas. Um diagnóstico tardio associa-se a efeitos adversos no desenvolvimento socioemocional, sobretudo na autoestima, aumentando a vulnerabilidade a ansiedade e depressão. Objetivo: Investigar se a idade de diagnóstico de PHDA em adolescentes do sexo feminino influencia a autoestima, ao comparar adolescentes com e sem PHDA. Método: Participaram neste estudo 103 raparigas (N=103), com idades situadas entre os 15 e os 18 anos de idade. Foram utilizados três instrumentos adaptados para a população portuguesa: a Escala de Autoconceito para Adolescentes de Susan Harter (SPPA), o Questionário de Regulação Emocional - Crianças e Adolescentes (QRE-CA), e o Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ). O estudo seguiu um desenho quantitativo, comparativo, correlacional e transversal. Resultados: As adolescentes com PHDA apresentaram níveis significativamente mais baixos de autoestima, maior recurso à supressão emocional e menor uso da reavaliação cognitiva. As diagnosticadas antes dos 12 anos reportaram níveis de autoestima mais elevados do que as diagnosticadas posteriormente, embora não se tenha verificado diferenças nas estratégias de regulação emocional. Observou-se ainda que maior uso da reavaliação cognitiva associa-se a níveis mais altos de autoestima, enquanto maior recurso à supressão emocional relaciona-se com níveis mais baixos. Conclusão: Os resultados demonstram que a idade do diagnóstico influencia a autoestima em raparigas com PHDA, com diagnósticos precoces associados a trajetórias mais positivas. As diferenças nas estratégias de regulação emocional esclarecem mecanismos que aumentam a vulnerabilidade socioemocional neste grupo.
Autores principais:Freitas, Daniela Elizabeth-Anne de
Assunto:Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) Auto-estima Adolescentes femininas Regulação emocional Attention Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) Self-esteem Female adolescents Emotion regulation
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Problema: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é frequentemente subdiagnosticado em raparigas, o que pode atrasar o acesso a intervenções adequadas. Um diagnóstico tardio associa-se a efeitos adversos no desenvolvimento socioemocional, sobretudo na autoestima, aumentando a vulnerabilidade a ansiedade e depressão. Objetivo: Investigar se a idade de diagnóstico de PHDA em adolescentes do sexo feminino influencia a autoestima, ao comparar adolescentes com e sem PHDA. Método: Participaram neste estudo 103 raparigas (N=103), com idades situadas entre os 15 e os 18 anos de idade. Foram utilizados três instrumentos adaptados para a população portuguesa: a Escala de Autoconceito para Adolescentes de Susan Harter (SPPA), o Questionário de Regulação Emocional - Crianças e Adolescentes (QRE-CA), e o Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ). O estudo seguiu um desenho quantitativo, comparativo, correlacional e transversal. Resultados: As adolescentes com PHDA apresentaram níveis significativamente mais baixos de autoestima, maior recurso à supressão emocional e menor uso da reavaliação cognitiva. As diagnosticadas antes dos 12 anos reportaram níveis de autoestima mais elevados do que as diagnosticadas posteriormente, embora não se tenha verificado diferenças nas estratégias de regulação emocional. Observou-se ainda que maior uso da reavaliação cognitiva associa-se a níveis mais altos de autoestima, enquanto maior recurso à supressão emocional relaciona-se com níveis mais baixos. Conclusão: Os resultados demonstram que a idade do diagnóstico influencia a autoestima em raparigas com PHDA, com diagnósticos precoces associados a trajetórias mais positivas. As diferenças nas estratégias de regulação emocional esclarecem mecanismos que aumentam a vulnerabilidade socioemocional neste grupo.