Publicação
O efeito mediador das estratégias de coping na relação entre o stress ocupacional e o strain
| Resumo: | O presente trabalho teve como principal objectivo investigar o papel do stress ocupacional, no desenvolvimento de strain físico, analisando os processos e factores que influenciam esta relação. O modelo proposto sugere que as estratégias de coping medeiam a relação entre o stress ocupacional e o strain sentido. Um segundo objectivo consiste na investigação da relação existente entre o stress ocupacional e a mudança organizacional. O estudo empírico teve uma amostra de 459 operários fabris (50 do sexo feminino e 409 do sexo masculino) de uma empresa do sector automóvel, com uma média de 36.99 anos. Os dados foram recolhidos através dos seguintes instrumentos: (1) Inventário de Mudança Organizacional (IMO), (2) o Organizational Constraits Scale (OCS), (3) o Interpersonal Conflict at Work Scale (ICAWS), (4) o Quantitative Workload Inventory (QWI), (5) o Physical Symptoms Inventory (PSI) e (6) o Brief COPE, seguindo um design explanatório e correlacional. Os resultados das regressões lineares múltiplas indicam que, a relação entre o stress ocupacional e o strain, é mediada parcialmente pela estratégia de coping expressão de sentimentos negativos e que o aumento da mudança organizacional prediz o aumento do stress ocupacional. Estes resultados sugerem que o recurso a estratégias de coping maladaptadas face ao stress ocupacional tem um impacto negativo na saúde e reforçam a evidência que a frequência de mudança afecta positivamente o stress ocupacional sentido. Estes resultados evidenciam a complexidade do tema abordado e mostram a necessidade de se desenvolverem intervenções a nível da gestão do stress ocupacional. |
|---|---|
| Autores principais: | Casaca, Cláudia Isabel Baião |
| Assunto: | Stress Mudança organizacional Coping Strain Organizational change |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente trabalho teve como principal objectivo investigar o papel do stress ocupacional, no desenvolvimento de strain físico, analisando os processos e factores que influenciam esta relação. O modelo proposto sugere que as estratégias de coping medeiam a relação entre o stress ocupacional e o strain sentido. Um segundo objectivo consiste na investigação da relação existente entre o stress ocupacional e a mudança organizacional. O estudo empírico teve uma amostra de 459 operários fabris (50 do sexo feminino e 409 do sexo masculino) de uma empresa do sector automóvel, com uma média de 36.99 anos. Os dados foram recolhidos através dos seguintes instrumentos: (1) Inventário de Mudança Organizacional (IMO), (2) o Organizational Constraits Scale (OCS), (3) o Interpersonal Conflict at Work Scale (ICAWS), (4) o Quantitative Workload Inventory (QWI), (5) o Physical Symptoms Inventory (PSI) e (6) o Brief COPE, seguindo um design explanatório e correlacional. Os resultados das regressões lineares múltiplas indicam que, a relação entre o stress ocupacional e o strain, é mediada parcialmente pela estratégia de coping expressão de sentimentos negativos e que o aumento da mudança organizacional prediz o aumento do stress ocupacional. Estes resultados sugerem que o recurso a estratégias de coping maladaptadas face ao stress ocupacional tem um impacto negativo na saúde e reforçam a evidência que a frequência de mudança afecta positivamente o stress ocupacional sentido. Estes resultados evidenciam a complexidade do tema abordado e mostram a necessidade de se desenvolverem intervenções a nível da gestão do stress ocupacional. |
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