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O papel da inteligência emocional na relação entre o perfecionismo e a saúde mental

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Resumo:Enquadramento: Num mundo que valoriza a excelência e a autossuperação, o perfecionismo emerge como um traço de personalidade ambíguo, na sua relação com a saúde mental. Neste contexto, surge a premissa de um possível papel mediador da Inteligência Emocional, capaz de explicar a dinâmica existente entre as tendências perfecionistas e a Saúde Mental. Objetivos: Numa amostra portuguesa, avaliar a relação entre o Perfecionismo [Esforços Perfecionistas (EP) e Preocupações Perfecionistas (PP)] e a Saúde Mental [composta pelo Índice de Saúde Mental (ISM) e a Sintomatologia Obsessivo-compulsiva (SOC)], a moderação das Preocupações Perfecionistas na relação entre os Esforços perfecionistas e a Saúde Mental e a mediação da Inteligência Emocional (IE) e das suas subdimenções, na relação entre o Perfecionismo e a Saúde Mental. Método: A amostra foi constituída por 1535 participantes, com idades compreendidas entre 18 e 64 anos. De forma a avaliar as variáveis em estudo, utilizou-se a Almost Perfect Scale – Revised, a Versão Portuguesa da Escala de Inteligência Emocional de Wong e Law, o Inventário de Saúde Mental – 38 e o Obssessive-Compulsive Inventory – Revised. Resultados: Foram encontradas associações negativas entre os Esforços Perfecionistas e as Preocupações Perfecionistas e a Saúde Mental (ISM e SOC), com as Preocupações Perfecionistas a mostraram-se a variável preditora mais significativa. As Preocupações Perfecionistas não se mostraram como moderadoras da relação entre os Esforços Perfecionistas e o Índice de Saúde Mental, mas moderaram, em níveis mais altos de Preocupações Perfecionistas, a relação entre os Esforços Perfecionistas e a Sintomatologia Obsessivo-compulsiva. A Inteligência Emocional e as suas subdimenções mostraram-se como variáveis mediadoras robustas na relação entre o Perfecionismo e a Saúde Mental. Conclusão: O Perfecionismo tem efeitos negativos na Saúde Mental e uma parte deste efeito pode ser mediado pela Inteligência Emocional.
Autores principais:Alexandre, Diogo Rafael da Silva
Assunto:Perfecionismo Inteligência emocional Saúde mental Sintomatologia obsessivo-compulsiva Perfectionism Emotional intelligence Mental health Obsessive-compulsive symptomatology
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Enquadramento: Num mundo que valoriza a excelência e a autossuperação, o perfecionismo emerge como um traço de personalidade ambíguo, na sua relação com a saúde mental. Neste contexto, surge a premissa de um possível papel mediador da Inteligência Emocional, capaz de explicar a dinâmica existente entre as tendências perfecionistas e a Saúde Mental. Objetivos: Numa amostra portuguesa, avaliar a relação entre o Perfecionismo [Esforços Perfecionistas (EP) e Preocupações Perfecionistas (PP)] e a Saúde Mental [composta pelo Índice de Saúde Mental (ISM) e a Sintomatologia Obsessivo-compulsiva (SOC)], a moderação das Preocupações Perfecionistas na relação entre os Esforços perfecionistas e a Saúde Mental e a mediação da Inteligência Emocional (IE) e das suas subdimenções, na relação entre o Perfecionismo e a Saúde Mental. Método: A amostra foi constituída por 1535 participantes, com idades compreendidas entre 18 e 64 anos. De forma a avaliar as variáveis em estudo, utilizou-se a Almost Perfect Scale – Revised, a Versão Portuguesa da Escala de Inteligência Emocional de Wong e Law, o Inventário de Saúde Mental – 38 e o Obssessive-Compulsive Inventory – Revised. Resultados: Foram encontradas associações negativas entre os Esforços Perfecionistas e as Preocupações Perfecionistas e a Saúde Mental (ISM e SOC), com as Preocupações Perfecionistas a mostraram-se a variável preditora mais significativa. As Preocupações Perfecionistas não se mostraram como moderadoras da relação entre os Esforços Perfecionistas e o Índice de Saúde Mental, mas moderaram, em níveis mais altos de Preocupações Perfecionistas, a relação entre os Esforços Perfecionistas e a Sintomatologia Obsessivo-compulsiva. A Inteligência Emocional e as suas subdimenções mostraram-se como variáveis mediadoras robustas na relação entre o Perfecionismo e a Saúde Mental. Conclusão: O Perfecionismo tem efeitos negativos na Saúde Mental e uma parte deste efeito pode ser mediado pela Inteligência Emocional.