Publicação
Envelhecimento e música: O papel do treino musical na memória episódica e reserva cognitiva dos adultos mais velhos
| Resumo: | Enquadramento: A memória episódica é uma das funções cognitivas mais suscetíveis a um declínio precoce, no entanto alguns indivíduos preservam a função até uma idade mais tardia. A reserva cognitiva surgiu como um conceito para explicar as diferenças individuais que ajudam o indivíduo a manter o funcionamento cognitivo face a alterações cerebrais. Outro fator é o treino musical, que devido aos seus benefícios cognitivos pode servir como uma forma de preservar e melhorar a memória episódica nos adultos mais velhos. Objetivo: Este estudo visa investigar como os fatores do treino musical contribuem para um melhor desempenho da memória episódica numa idade tardia e avaliar a reserva cognitiva como um mecanismo protetor no envelhecimento cognitivo. Método: Sessenta adultos (com idades entre 45 e 77 anos) participaram neste estudo, divididos em dois grupos: músicos e não-músicos. Foram administradas provas da Escala de Memória de Weschler (Memória Lógica e Reprodução Visual) e o Cognitive Reserve Index questionnaire. Resultados: Os músicos superaram os não-músicos nas tarefas de memória visual, incluindo Reprodução Visual I e Reprodução Visual II (Evocação, Cópia e Discriminação). Fatores do treino musical como tocar múltiplos instrumentos, uma maior duração de aulas de música e um maior número de horas dedicadas à prática do instrumento demonstraram uma relação positiva com as tarefas de Reprodução Visual. O CRIq demonstrou uma boa validade concorrente, apoiando assim a sua pertinência na avaliação da reserva cognitiva. Os músicos demonstraram uma maior reserva relacionada com a experiência de trabalho do que os não-músicos. |
|---|---|
| Autores principais: | Lacmane, Minal Guitech |
| Assunto: | Envelhecimento cognitivo Treino musical Reserva cognitiva Memória episódica Músicos Cognitive aging Musical training Cognitive reserve Episodic memory Musicians |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Enquadramento: A memória episódica é uma das funções cognitivas mais suscetíveis a um declínio precoce, no entanto alguns indivíduos preservam a função até uma idade mais tardia. A reserva cognitiva surgiu como um conceito para explicar as diferenças individuais que ajudam o indivíduo a manter o funcionamento cognitivo face a alterações cerebrais. Outro fator é o treino musical, que devido aos seus benefícios cognitivos pode servir como uma forma de preservar e melhorar a memória episódica nos adultos mais velhos. Objetivo: Este estudo visa investigar como os fatores do treino musical contribuem para um melhor desempenho da memória episódica numa idade tardia e avaliar a reserva cognitiva como um mecanismo protetor no envelhecimento cognitivo. Método: Sessenta adultos (com idades entre 45 e 77 anos) participaram neste estudo, divididos em dois grupos: músicos e não-músicos. Foram administradas provas da Escala de Memória de Weschler (Memória Lógica e Reprodução Visual) e o Cognitive Reserve Index questionnaire. Resultados: Os músicos superaram os não-músicos nas tarefas de memória visual, incluindo Reprodução Visual I e Reprodução Visual II (Evocação, Cópia e Discriminação). Fatores do treino musical como tocar múltiplos instrumentos, uma maior duração de aulas de música e um maior número de horas dedicadas à prática do instrumento demonstraram uma relação positiva com as tarefas de Reprodução Visual. O CRIq demonstrou uma boa validade concorrente, apoiando assim a sua pertinência na avaliação da reserva cognitiva. Os músicos demonstraram uma maior reserva relacionada com a experiência de trabalho do que os não-músicos. |
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