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Psicopatia e as relações interpessoais: Um estudo fenomenológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Um indivíduo psicopata destaca-se pela adoção de uma “máscara”, ocultando as suas verdadeiras intenções nas relações que estabelece. Um indivíduo psicopata poderá avaliar um outro sujeito de modo a calcular a gratificação que o Outro lhe poderá fornecer (dinheiro, poder, sexo ou influência), independentemente do contexto em que se encontra inserido. Objetivo: O estudo em questão pretende explorar detalhadamente o sentido que os indivíduos psicopatas atribuem ao seu mundo pessoal e social encontrando uma estrutura comum nas relações interpessoais. Método: A recolha de dados realizou-se a partir do instrumento Psychopathy Checklist-Revised. Foram recolhidos seis participantes com uma pontuação acima de 25 pontos na PCL-R, onde os participantes relatam diversas experiências e emoções sobre as suas relações e sobre si, através da análise fenomenológica interpretativa de Jonathan Smith. Resultados: A análise individual e global dos resultados permitiu conceber uma estrutura geral sobre o fenómeno dos indivíduos psicopatas nas relações interpessoais, nomeadamente a nível familiar, amoroso/sexual, e com o Outro, e a perceção que o grupo em questão tem sobre si, resultando numa incapacidade de os mesmos estabelecerem uma relação concisa e estável. Conclusões: Os resultados corroboram a literatura prévia concebida sobre a psicopatia e o modo como se relacionam. Verificou-se que a experiência das relações é instável devido aos próprios, colocando a hipótese de que a intencionalidade foi corrompida pela consciência dos indivíduos (o Eu) e de que o fenómeno (relação) é experienciado de forma passageira, não o experienciando de forma intencional, resultando em relações instáveis e perceções negativas quanto a si (ao Eu) e ao Outro.
Autores principais:Pinheiro, Carolina Ávila
Assunto:Psicopatia Relação interpessoal Análise fenomenológica interpretativa PCL-R Psychopathy Interpersonal relationship Interpretative phenomenological analysis
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Um indivíduo psicopata destaca-se pela adoção de uma “máscara”, ocultando as suas verdadeiras intenções nas relações que estabelece. Um indivíduo psicopata poderá avaliar um outro sujeito de modo a calcular a gratificação que o Outro lhe poderá fornecer (dinheiro, poder, sexo ou influência), independentemente do contexto em que se encontra inserido. Objetivo: O estudo em questão pretende explorar detalhadamente o sentido que os indivíduos psicopatas atribuem ao seu mundo pessoal e social encontrando uma estrutura comum nas relações interpessoais. Método: A recolha de dados realizou-se a partir do instrumento Psychopathy Checklist-Revised. Foram recolhidos seis participantes com uma pontuação acima de 25 pontos na PCL-R, onde os participantes relatam diversas experiências e emoções sobre as suas relações e sobre si, através da análise fenomenológica interpretativa de Jonathan Smith. Resultados: A análise individual e global dos resultados permitiu conceber uma estrutura geral sobre o fenómeno dos indivíduos psicopatas nas relações interpessoais, nomeadamente a nível familiar, amoroso/sexual, e com o Outro, e a perceção que o grupo em questão tem sobre si, resultando numa incapacidade de os mesmos estabelecerem uma relação concisa e estável. Conclusões: Os resultados corroboram a literatura prévia concebida sobre a psicopatia e o modo como se relacionam. Verificou-se que a experiência das relações é instável devido aos próprios, colocando a hipótese de que a intencionalidade foi corrompida pela consciência dos indivíduos (o Eu) e de que o fenómeno (relação) é experienciado de forma passageira, não o experienciando de forma intencional, resultando em relações instáveis e perceções negativas quanto a si (ao Eu) e ao Outro.