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Eventos e sintomas de stress póstraumático em guardas prisionais: o efeito moderador das estratégias de coping

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo tem como principal objetivo estudar o efeito da exposição a eventos traumáticos nos sintomas de stress pós-traumático. Pretende-se ainda averiguar de que modo as estratégias de coping a que estes recorrem podem alterar esta relação. A amostra é composta por 209 participantes, todos guardas prisionais no ativo, a exercer funções em diversos estabelecimentos prisionais portugueses. Quanto aos resultados obtidos neste estudo, estes revelaram que apenas alguns dos eventos traumáticos (agressão física; a agressão com arma; a agressão sexual; o sofrimento humano grave; a lesão grave, dano ou morte que provocou a outra pessoa; qualquer outro evento stressante) têm um efeito significativo nos sintomas de stress pós-traumático (intrusão, evitamento e hiperativação). As estratégias de coping têm uma associação significativa e positiva com os sintomas de stress pós-traumático de intrusão, de evitamento e de hiperativação. No que respeita ao efeito moderador das estratégias de coping na relação entre os eventos traumáticos e os sintomas de stress pós-traumático, este não se verificou.
Autores principais:Carretas, Luís Jerónimo Sancha
Assunto:Eventos traumáticos Sintomas de stress pós traumático Estratégias de coping Traumatic Events Post-Traumatic Stress Disorder Coping Strategies
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Este estudo tem como principal objetivo estudar o efeito da exposição a eventos traumáticos nos sintomas de stress pós-traumático. Pretende-se ainda averiguar de que modo as estratégias de coping a que estes recorrem podem alterar esta relação. A amostra é composta por 209 participantes, todos guardas prisionais no ativo, a exercer funções em diversos estabelecimentos prisionais portugueses. Quanto aos resultados obtidos neste estudo, estes revelaram que apenas alguns dos eventos traumáticos (agressão física; a agressão com arma; a agressão sexual; o sofrimento humano grave; a lesão grave, dano ou morte que provocou a outra pessoa; qualquer outro evento stressante) têm um efeito significativo nos sintomas de stress pós-traumático (intrusão, evitamento e hiperativação). As estratégias de coping têm uma associação significativa e positiva com os sintomas de stress pós-traumático de intrusão, de evitamento e de hiperativação. No que respeita ao efeito moderador das estratégias de coping na relação entre os eventos traumáticos e os sintomas de stress pós-traumático, este não se verificou.