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Sem ninho: Saída de instituições de acolhimento e gravidez na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta investigação teve o objectivo de cruzar a experiência da saída da instituição, em casos de crianças retiradas às suas famílias por longos períodos de tempo, com a gravidez na adolescência, entendendo como se tornam mães, estas jovens que cresceram em lares de acolhimento. Os participantes foram duas jovens institucionalizadas, quatro jovens que já tinham saído da instituição, uma ajudante de lar e a directora da instituição de acolhimento. Foram realizadas nove entrevistas semi-estruturadas, posteriormente analisadas segundo o método da Grounded Theory. As jovens constroem muitas expectativas sobre a sua saída do lar, bastante direccionadas para a fantasia de liberdade. Ao saírem do lar de acolhimento são orientadas para a reunificação familiar ou para processos de autonomização. É evidente o sentimento de abandono, a revolta, a solidão e o desamparo nesta adaptação ao mundo fora da instituição, sendo que a gravidez representa a possibilidade de mudança para uma vida diferente, terem alguém só para si, e um sentido para a sua vida, apesar de demonstrarem, paralelamente, um arrependimento de terem engravidado naquela altura da sua vida.
Autores principais:Sanches , Ana Carina Pereira da Silva
Assunto:Institucionalização Gravidez na adolescência Grounded theory Desamparo Institutionalization Teenage pregnancy Helplessness
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Esta investigação teve o objectivo de cruzar a experiência da saída da instituição, em casos de crianças retiradas às suas famílias por longos períodos de tempo, com a gravidez na adolescência, entendendo como se tornam mães, estas jovens que cresceram em lares de acolhimento. Os participantes foram duas jovens institucionalizadas, quatro jovens que já tinham saído da instituição, uma ajudante de lar e a directora da instituição de acolhimento. Foram realizadas nove entrevistas semi-estruturadas, posteriormente analisadas segundo o método da Grounded Theory. As jovens constroem muitas expectativas sobre a sua saída do lar, bastante direccionadas para a fantasia de liberdade. Ao saírem do lar de acolhimento são orientadas para a reunificação familiar ou para processos de autonomização. É evidente o sentimento de abandono, a revolta, a solidão e o desamparo nesta adaptação ao mundo fora da instituição, sendo que a gravidez representa a possibilidade de mudança para uma vida diferente, terem alguém só para si, e um sentido para a sua vida, apesar de demonstrarem, paralelamente, um arrependimento de terem engravidado naquela altura da sua vida.