Publicação
O impacto do funcionamento familiar, do autocontrolo e das experiências traumáticas na delinquência
| Resumo: | Com o presente estudo pretende-se dar evidências adicionais do impacto que o funcionamento familiar e as experiências traumáticas na infância têm nos comportamentos delinquentes dos mais jovens, bem como a influência que o autocontrolo apresenta neste fenómeno, que segundo a Teoria Geral do Crime é a principal causa para a prática de comportamentos desviantes (Gottfredson & Hirischi, 1990). Os dados do presente estudo foram recolhidos de uma amostra de 337 participantes com idades entre os 18 e os 21 anos de idade, que responderam aos instrumentos, Escala de Comportamentos Desviantes (Sanches & Gouveia-Pereira, 2013), Questionário de Traumas de Infância (Dias, Sales, Carvalho, Castro Vale, Kleber e Mota Cardoso, 2013), Escala Breve de Autocontrolo (Pechorro, Pontes, DeLisi, Alberto e Simões, 2018) e Escala de Avaliação da Flexibilidade e Coesão Familiar (FACES IV) (Olson,2011). A análise dos resultados demonstrou que quanto mais experiências traumáticas apresentarem os jovens, mais comportamentos delinquentes terão e quanto mais experiências traumáticas vivenciaram menos autocontrolo apresentam. Também se verificou que quanto mais equilibrado for o funcionamento familiar, menos comportamentos delinquentes serão apresentados pelos jovens. Através destes resultados também se percebeu que existem diferenças nos comportamentos delinquentes ao nível do sexo e das suas experiências traumáticas. Por fim, foi possível verificar que as experiências traumáticas são uma variável mediadora da relação entre o funcionamento familiar e os comportamentos delinquentes. As conclusões e limitações são discutidas. |
|---|---|
| Autores principais: | Brito, Ana Catarina Gameiro de |
| Assunto: | Jovens Comportamentos delinquentes Experiências traumáticas Funcionamento familiar Autocontrolo Young people Delinquent behaviors Traumatic experience Family functioning Self-control |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Com o presente estudo pretende-se dar evidências adicionais do impacto que o funcionamento familiar e as experiências traumáticas na infância têm nos comportamentos delinquentes dos mais jovens, bem como a influência que o autocontrolo apresenta neste fenómeno, que segundo a Teoria Geral do Crime é a principal causa para a prática de comportamentos desviantes (Gottfredson & Hirischi, 1990). Os dados do presente estudo foram recolhidos de uma amostra de 337 participantes com idades entre os 18 e os 21 anos de idade, que responderam aos instrumentos, Escala de Comportamentos Desviantes (Sanches & Gouveia-Pereira, 2013), Questionário de Traumas de Infância (Dias, Sales, Carvalho, Castro Vale, Kleber e Mota Cardoso, 2013), Escala Breve de Autocontrolo (Pechorro, Pontes, DeLisi, Alberto e Simões, 2018) e Escala de Avaliação da Flexibilidade e Coesão Familiar (FACES IV) (Olson,2011). A análise dos resultados demonstrou que quanto mais experiências traumáticas apresentarem os jovens, mais comportamentos delinquentes terão e quanto mais experiências traumáticas vivenciaram menos autocontrolo apresentam. Também se verificou que quanto mais equilibrado for o funcionamento familiar, menos comportamentos delinquentes serão apresentados pelos jovens. Através destes resultados também se percebeu que existem diferenças nos comportamentos delinquentes ao nível do sexo e das suas experiências traumáticas. Por fim, foi possível verificar que as experiências traumáticas são uma variável mediadora da relação entre o funcionamento familiar e os comportamentos delinquentes. As conclusões e limitações são discutidas. |
|---|