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Motivações para a actividade sexual numa amostra de mulheres portuguesas em relações de curta e longa duração

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Resumo:Introdução: Os problemas existentes com a definição actual da perturbação de desejo sexual hipoactivo, prendem-se, nomeadamente, com o critério referente à ausência ou diminuição de desejo para a actividade sexual, que tem sido criticado pelo facto de que frequentemente a actividade sexual ocorre na ausência de desejo sexual. O desejo sexual apresenta-se como apenas uma das diversas motivações referidas pelas mulheres, para se envolverem em actividade sexual. Objectivo: Explorar as motivações para a actividade sexual numa amostra de mulheres Portuguesas com relações de curta e longa duração. Método: 639 mulheres Portuguesas (M idades=28.54) responderam a um questionário de auto-resposta contendo itens relacionados com a motivação para iniciar e aceitar actividade sexual (Basson, Brotto & Luria, não publicado). O estudo foi divulgado num portal português dirigido a mulheres e através do método snowball via e-mail. Resultados: As análises factoriais explicativas das motivações para “Iniciar” e “Aceitar” actividade sexual mostraram a existência de 9 factores - Obrigação/Evitar Conflitos, Satisfação/Bem-Estar, Bem-Estar Físico, Emocionais, União/Comunicação, Gratidão/Recompensa, Mate-Guarding, Desejo/Excitação, Coação/Pressão. As mulheres com relações de longa duração, são mais motivadas para “iniciar” e “aceitar” actividade sexual devido a motivos de “Obrigação/Evitar conflitos” e “iniciam” e “aceitam” actividade sexual mesmo sem ter desejo sexual, mais frequentemente do que as com relações de curta duração. As mulheres em relações de curta duração são mais motivadas para “iniciar” e “aceitar” actividade sexual por motivos de “Desejo/Excitação” e apresentam um grau de satisfação sexual mais elevado do que as com relações de longa duração. Discussão: Os resultados reflectem a diversidade de motivações das mulheres para a actividade sexual: desde a busca de prazer e satisfação, bem-estar, apego emocional, união ao parceiro e cumprimento de um dever ou obrigação. Estes resultados suportam o modelo de resposta sexual de Basson (2002) e são consistentes com pesquisas anteriores (McCall & Meston, 2006; Meston e Buss, 2008).
Autores principais:Costa, Daniela Ferreira da
Assunto:Desejo sexual Mulheres Motivação Sexual desire Women Motivation
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Introdução: Os problemas existentes com a definição actual da perturbação de desejo sexual hipoactivo, prendem-se, nomeadamente, com o critério referente à ausência ou diminuição de desejo para a actividade sexual, que tem sido criticado pelo facto de que frequentemente a actividade sexual ocorre na ausência de desejo sexual. O desejo sexual apresenta-se como apenas uma das diversas motivações referidas pelas mulheres, para se envolverem em actividade sexual. Objectivo: Explorar as motivações para a actividade sexual numa amostra de mulheres Portuguesas com relações de curta e longa duração. Método: 639 mulheres Portuguesas (M idades=28.54) responderam a um questionário de auto-resposta contendo itens relacionados com a motivação para iniciar e aceitar actividade sexual (Basson, Brotto & Luria, não publicado). O estudo foi divulgado num portal português dirigido a mulheres e através do método snowball via e-mail. Resultados: As análises factoriais explicativas das motivações para “Iniciar” e “Aceitar” actividade sexual mostraram a existência de 9 factores - Obrigação/Evitar Conflitos, Satisfação/Bem-Estar, Bem-Estar Físico, Emocionais, União/Comunicação, Gratidão/Recompensa, Mate-Guarding, Desejo/Excitação, Coação/Pressão. As mulheres com relações de longa duração, são mais motivadas para “iniciar” e “aceitar” actividade sexual devido a motivos de “Obrigação/Evitar conflitos” e “iniciam” e “aceitam” actividade sexual mesmo sem ter desejo sexual, mais frequentemente do que as com relações de curta duração. As mulheres em relações de curta duração são mais motivadas para “iniciar” e “aceitar” actividade sexual por motivos de “Desejo/Excitação” e apresentam um grau de satisfação sexual mais elevado do que as com relações de longa duração. Discussão: Os resultados reflectem a diversidade de motivações das mulheres para a actividade sexual: desde a busca de prazer e satisfação, bem-estar, apego emocional, união ao parceiro e cumprimento de um dever ou obrigação. Estes resultados suportam o modelo de resposta sexual de Basson (2002) e são consistentes com pesquisas anteriores (McCall & Meston, 2006; Meston e Buss, 2008).