Publicação
Parentalidade digital: Mediação parental e uso da internet em pais, crianças e adolescentes
| Resumo: | Enquadramento. Atualmente, estima-se que 67% da população mundial utiliza a internet, e a população infanto-juvenil regista as maiores taxas de utilização. Os estudos demonstram que o ambiente familiar, os estilos de mediação parental e os próprios hábitos de utilização da internet são factores importantes para a dependência da internet. Objectivo. Avaliar o uso da internet nos Pais, as suas percepções sobre o uso da internet nos filhos e os estilos de mediação parental, com o objectivo de compreender como é que estas variáveis se relacionam. Método. Aplicou-se um protocolo de investigação online, a uma amostra de 109 Pais (88 mães e 21 pais; idade média M = 47.27, DP = 5.63), com crianças entre os 12 e 18 anos (M = 14.39; DP = 1.94), sendo 51 rapazes e 58 raparigas. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, a um questionário sobre hábitos de utilização da internet, ao Internet Addiction Teste, ao Parent Child Internet Addiction Test, e a uma escala sobre mediação parental. Resultados. Os dados descritivos permitem verificar a intensa presença da internet na vida quotidiana de adultos, jovens e crianças. Os tipos de mediação parental mais reportados foram do tipo capacitante, com especial incidência na segurança online. A frequência de uso da internet, tanto dos Pais como dos filhos, bem como a mediação parental, não predizem significativamente a dependência à internet (DI) nos filhos. A DI dos Pais é o único preditor significativo da DI nos filhos. Conclusões. Estes resultados sugerem a importância dos Pais se constituírem como modelos positivos no desenvolvimento de práticas digitais construtivas e equilibradas. A intervenção na DI nas crianças e jovens deve acontecer num contexto sistémico e envolver os Pais. |
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| Autores principais: | Ramos, Rita Isabel Magalhães |
| Assunto: | Parentalidade digital dependência à internet mediação parental uso da internet Digital parenting Internet addiction Parental mediation Internet use |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Enquadramento. Atualmente, estima-se que 67% da população mundial utiliza a internet, e a população infanto-juvenil regista as maiores taxas de utilização. Os estudos demonstram que o ambiente familiar, os estilos de mediação parental e os próprios hábitos de utilização da internet são factores importantes para a dependência da internet. Objectivo. Avaliar o uso da internet nos Pais, as suas percepções sobre o uso da internet nos filhos e os estilos de mediação parental, com o objectivo de compreender como é que estas variáveis se relacionam. Método. Aplicou-se um protocolo de investigação online, a uma amostra de 109 Pais (88 mães e 21 pais; idade média M = 47.27, DP = 5.63), com crianças entre os 12 e 18 anos (M = 14.39; DP = 1.94), sendo 51 rapazes e 58 raparigas. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, a um questionário sobre hábitos de utilização da internet, ao Internet Addiction Teste, ao Parent Child Internet Addiction Test, e a uma escala sobre mediação parental. Resultados. Os dados descritivos permitem verificar a intensa presença da internet na vida quotidiana de adultos, jovens e crianças. Os tipos de mediação parental mais reportados foram do tipo capacitante, com especial incidência na segurança online. A frequência de uso da internet, tanto dos Pais como dos filhos, bem como a mediação parental, não predizem significativamente a dependência à internet (DI) nos filhos. A DI dos Pais é o único preditor significativo da DI nos filhos. Conclusões. Estes resultados sugerem a importância dos Pais se constituírem como modelos positivos no desenvolvimento de práticas digitais construtivas e equilibradas. A intervenção na DI nas crianças e jovens deve acontecer num contexto sistémico e envolver os Pais. |
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