Publicação
Crianças em risco em famílias de acolhimento: Como se percepcionam e avaliam
| Resumo: | Este trabalho teve como objectivo estudar as relações, entre percepção do ambiente familiar, auto-conceito e auto-estima e condutas pró-sociais, num grupo de adolescentes integrados em famílias de acolhimento, partindo da seguinte questão - Crianças em risco em famílias de acolhimento: como se percepcionam e avaliam. Na revisão teórica de estudos e pesquisas realizados com ênfase nestas questões, abordam-se aspectos relacionados com as crianças em risco, conceitos e consequências. Foca-se a importância de uma vivência familiar estável e organizada tendo em conta o papel relevante dos contextos e das interacções sociais no desenvolvimento da criança. Faz-se referência à questão do suporte parental sob forma de aprovação sendo este o que mais se relaciona com níveis positivos de auto-estima. Salienta-se ainda, a importância da conduta pró-sociai, enquanto comportamento um efectuado para benefício de outrem, evidenciando-se, também, o enfoque etimológico do apego em que é defendida uma estrita relação entre segurança do apego na infância e a conduta pró-social futura. Após a revisão da literatura passamos ao trabalho empírico, utilizando como metodologia o estudo de caso em que foram aplicados como instrumentos de trabalho: a entrevista para crianças e jovens, Projecto de Acolhimento Familiar (Machado, 1997); a Escala de Susana Harter "Self-perception profile for adolescentes", (adaptada por Peixoto, Alves-Martins, Mata e Monteiro, 1997); a Escala da Percepção da Relação Familiar (Peixoto, no prelo), adaptação dos quatros dilemas pró-sociais: dar, confortar, ajudar e repartir (Lourenço, 1993). A população alvo deste estudo foram 10 adolescentes integrados em famílias de acolhimento e para a análise dos instrumentos foi utilizada uma metodologia qualitativa e quantitativa. Apesar de alguns dos sujeitos estudados manifestarem valores mais baixos de auto-estima, percepção da relação familiar e "scores" inferiores nas condutas pró-sociais, constatamos que a maioria têm representações positivas sobre as pessoas que os receberam e sobre o julgamento que fazem acerca do seu valor enquanto pessoas. Concluímos que na nossa amostra, e de acordo com a grande maioria dos estudos, verifica-se que quanto maior for a auto-estima melhor é a percepção da relação familiar e maior é a frequência dos comportamentos pró-sociais e altruístas. |
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| Autores principais: | Sá, Ana Gomes Pinto Martins de |
| Assunto: | Psicologia educacional Família Abuso infantil Violência Autoconceito Auto-estima Adopção de crianças Desenvolvimento Instrumentos Family Child abuse Violence Self-concept Self-esteem Adoption child Development Instruments |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este trabalho teve como objectivo estudar as relações, entre percepção do ambiente familiar, auto-conceito e auto-estima e condutas pró-sociais, num grupo de adolescentes integrados em famílias de acolhimento, partindo da seguinte questão - Crianças em risco em famílias de acolhimento: como se percepcionam e avaliam. Na revisão teórica de estudos e pesquisas realizados com ênfase nestas questões, abordam-se aspectos relacionados com as crianças em risco, conceitos e consequências. Foca-se a importância de uma vivência familiar estável e organizada tendo em conta o papel relevante dos contextos e das interacções sociais no desenvolvimento da criança. Faz-se referência à questão do suporte parental sob forma de aprovação sendo este o que mais se relaciona com níveis positivos de auto-estima. Salienta-se ainda, a importância da conduta pró-sociai, enquanto comportamento um efectuado para benefício de outrem, evidenciando-se, também, o enfoque etimológico do apego em que é defendida uma estrita relação entre segurança do apego na infância e a conduta pró-social futura. Após a revisão da literatura passamos ao trabalho empírico, utilizando como metodologia o estudo de caso em que foram aplicados como instrumentos de trabalho: a entrevista para crianças e jovens, Projecto de Acolhimento Familiar (Machado, 1997); a Escala de Susana Harter "Self-perception profile for adolescentes", (adaptada por Peixoto, Alves-Martins, Mata e Monteiro, 1997); a Escala da Percepção da Relação Familiar (Peixoto, no prelo), adaptação dos quatros dilemas pró-sociais: dar, confortar, ajudar e repartir (Lourenço, 1993). A população alvo deste estudo foram 10 adolescentes integrados em famílias de acolhimento e para a análise dos instrumentos foi utilizada uma metodologia qualitativa e quantitativa. Apesar de alguns dos sujeitos estudados manifestarem valores mais baixos de auto-estima, percepção da relação familiar e "scores" inferiores nas condutas pró-sociais, constatamos que a maioria têm representações positivas sobre as pessoas que os receberam e sobre o julgamento que fazem acerca do seu valor enquanto pessoas. Concluímos que na nossa amostra, e de acordo com a grande maioria dos estudos, verifica-se que quanto maior for a auto-estima melhor é a percepção da relação familiar e maior é a frequência dos comportamentos pró-sociais e altruístas. |
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