Publicação
Pensamento contrafactual e julgamento de intencionalidade em leitores com diferentes perspetivas
| Resumo: | A imaginação é uma característica da cognição humana, fundamental para o desenvolvimento efetivo das suas capacidades individuais e sociais. O presente estudo, versa sobre o Pensamento Contrafactual, como formulação de hipóteses alternativas, que são imaginadas pelos sujeitos, a fim de alterar um evento ocorrido, dando-lhe um desfecho diferente daquele que realmente ocorreu. O pensamento contrafactual influencia o julgamento da realidade, bem como as emoções, decisões e ações das pessoas, face aos desafios da vida. O presente estudo, foi realizado em três perspetivas diferentes: Turista, Residente e Neutro, com dois cenários replicados dos estudos de Malle e Knobe (1997) e Ndubuisi e Byrne (2013). O tema escolhido apresenta um dilema, cujos resultados podem ser reveladores de como os indivíduos inferem o julgamento de intencionalidade, bem como das diferenças relacionadas aos pensamentos contrafactuais nas três perspetivas. As pessoas julgaram que os efeitos negativos, (prejudiciais), foram intencionais, quando um dirigente comunitário, assinou uma concessão de exploração de lítio, que gerou 370 postos de trabalho para os moradores da região, mas prejudicou o ambiente, quando as medidas de recuperação ambiental e paisagística não foram implementadas por decisão do dirigente - as pessoas julgaram que ele prejudicou intencionalmente o ambiente. As pessoas também julgaram que os efeitos positivos, (de ajuda ao ambiente), não foram intencionais, quando o dirigente comunitário assinou a concessão para a exploração do lítio e implementou as medidas de recuperação ambiental e paisagística na região - as pessoas julgaram que ele não ajudou intencionalmente o ambiente. As pessoas culparam o Presidente pelo resultado negativo, mais do que o elogiaram pelo resultado positivo. Os níveis de culpa, atribuídos seguiram os níveis de julgamento de intencionalidade pelo prejuízo, enquanto os níveis de elogio, para além de terem valores mais baixos, não seguiram os níveis de julgamento de intencionalidade pela ajuda. |
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| Autores principais: | Deserto, Maria do Perpétuo Socorro Silva Vieira |
| Assunto: | Pensamento contrafactual Julgamento de intencionalidade Perspetivas Counterfactual thinking Judgment of intentionality Perspectives |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A imaginação é uma característica da cognição humana, fundamental para o desenvolvimento efetivo das suas capacidades individuais e sociais. O presente estudo, versa sobre o Pensamento Contrafactual, como formulação de hipóteses alternativas, que são imaginadas pelos sujeitos, a fim de alterar um evento ocorrido, dando-lhe um desfecho diferente daquele que realmente ocorreu. O pensamento contrafactual influencia o julgamento da realidade, bem como as emoções, decisões e ações das pessoas, face aos desafios da vida. O presente estudo, foi realizado em três perspetivas diferentes: Turista, Residente e Neutro, com dois cenários replicados dos estudos de Malle e Knobe (1997) e Ndubuisi e Byrne (2013). O tema escolhido apresenta um dilema, cujos resultados podem ser reveladores de como os indivíduos inferem o julgamento de intencionalidade, bem como das diferenças relacionadas aos pensamentos contrafactuais nas três perspetivas. As pessoas julgaram que os efeitos negativos, (prejudiciais), foram intencionais, quando um dirigente comunitário, assinou uma concessão de exploração de lítio, que gerou 370 postos de trabalho para os moradores da região, mas prejudicou o ambiente, quando as medidas de recuperação ambiental e paisagística não foram implementadas por decisão do dirigente - as pessoas julgaram que ele prejudicou intencionalmente o ambiente. As pessoas também julgaram que os efeitos positivos, (de ajuda ao ambiente), não foram intencionais, quando o dirigente comunitário assinou a concessão para a exploração do lítio e implementou as medidas de recuperação ambiental e paisagística na região - as pessoas julgaram que ele não ajudou intencionalmente o ambiente. As pessoas culparam o Presidente pelo resultado negativo, mais do que o elogiaram pelo resultado positivo. Os níveis de culpa, atribuídos seguiram os níveis de julgamento de intencionalidade pelo prejuízo, enquanto os níveis de elogio, para além de terem valores mais baixos, não seguiram os níveis de julgamento de intencionalidade pela ajuda. |
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